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Política

Ilha alviverde

Com o racha no Clube dos 13, o Coritiba decide discutir sozinho com as emissoras de tevê o valor dos direitos de transmissão de seus jogos

Representantes de Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense adotaram discurso mais ameno ontem, mas ainda rejeitam dar aval ao C13 para tratar dos direitos de transmissão: Coritiba também pretende negociar sem a interferência da entidade | Rafael Andrade/Folhapress
Representantes de Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense adotaram discurso mais ameno ontem, mas ainda rejeitam dar aval ao C13 para tratar dos direitos de transmissão: Coritiba também pretende negociar sem a interferência da entidade (Foto: Rafael Andrade/Folhapress)
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Rivais dentro de campo, os coirmãos Coritiba e Atlético têm atuado de maneira contrastante no campo político. E suas diferenças tendem a aumentar com o racha no Clube dos 13. No ano passado, a dupla já indicou claramente, defendendo posições opostas na eleição para a presidência da en­­tidade que reúne os principais ti­­mes do país, que não segue a mesma cartilha ideologica. Esse distanciamento atingiu o ápice – ou parece se dirigir a ele – com a decisão do Alviverde de discutir por conta própria, isoladamente, o valor dos direitos de transmissão de suas partidas.

"Vamos procurar, evidentemente, os interessados e fazer a proposta que o Coritiba entende ser justa. Ou se paga o que é justo ou não se transmite jogo do Coritiba", disparou o vice-presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade, desconversando sobre a possibilidade de não conseguir aumentar ou mesmo igualar os valores distribuídos atualmente.

Independentemente da posição dos outros dissidentes que pretendem negociar sua imagem fora do C13, o Alviverde vai inicialmente buscar interessados de maneira individual para, depois, sentar com outras agremiações para costurar acordos. "Podemos fazer um pool de negociações", sugeriu o dirigente do Coritiba.

Os próximos passos e os valores pretendidos pelo time do Alto da Glória ainda são desconhecidos. "Estamos montando uma estratégia agora e vamos trabalhar internamente. É muito temerário falar em valores, mas esperamos superar o atual."

Do lado do Atlético, o presidente Marcos Malucelli, que também é vice-presidente do C13, assegurou que a entidade não perde credibilidade com o que ele chamou de "vai e vem" de al­­guns times. "Isso acaba enfraquecendo quem foi e voltou", disse, aproveitando para desafiar o rival. "Se o Coritiba quer ir sozinho, que vá sozinho então."

Malucelli disse ainda estar confiante de que os valores referentes ao próximo triênio [2012-2014] serão muito superiores aos da atua­­lidade. "Só o Atlético de­­ve ter um acréscimo de 100%, in­­clusive o Coritiba, se continuar", prevê.

Alheio à discussão, o Paraná aguarda alguma novidade que possa beneficiar o clube. Nesse sentido, o presidente Aquilino Ro­­mani vê com bons olhos a criação, por parte da Confederação Bra­­sileira de Futebol (CBF), de uma liga paralela. "A CBF quer aumentar a verba dos clubes da Série B, mas não tiro a importância que o Clube dos 13 teve até aqui", falou, usando um tom politicamente correto.

Romani também vê nesse mo­­mento uma oportunidade de re­­verter um erro histórico, referindo-se à recusa do Tricolor para integrar o C13 no fim da década de 1990, sob a gestão de Ernani Buch­­mann. "O certo é que não va­­mos co­­meter o mesmo erro do passado."

Veja qual é o posicionamento dos clubes em relação ao Clube dos 13:

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