
As primeiras imagens gravadas pelas câmeras da Infraero no salão de embarque do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais região metropolitana de Curitiba não mostrariam o presidente do conselho deliberativo do Atlético, Mario Celso Petraglia, sendo agredido por dirigentes do Grêmio. Quem garante é o superintendente da delegacia de São José dos Pinhais, Altair Ferreira.
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Na manhã desta quinta-feira um encontro entre o presidente atleticano e toda a deleção do Grêmio acabou em confusão, dando seqüência aos fatos lamentáveis ocorridos no dia anterior na Kyocera Arena. O dirigente paranaense afirma que foi agredido e ofendido, mas gremistas dizem que foram provocados e também agredidos. O caso está nas mãos da Delegacia de São José dos Pinhais.
De acordo com o delegado, as imagens já estão em poder da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) para que não haja risco de manipulação. "O presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Rubens Aprobbato), para evitar qualquer tipo de manipulação de imagens para confirmar a história de quem quer que seja, solicitou que a Infraero enviasse as fitas diretamente para a Sesp".
Em entrevista à Gazeta do Povo Online, Ferreira afirma que assistiu à fita e explicou o que viu. "Na verdade a fita enviada mostra várias câmeras da sala de embarque e vai mudando a cada fração de tempo. O que a Secretaria da Segurança vai fazer é montar as imagens de cada câmera para ter a imagem real do conflito".
Apesar de não querer se aprofundar no assunto, Altair Ferreira relata o que viu. "O doutor Petraglia afirma em seu depoimento que foi agredido enquanto estava sentado, mas as imagens que vi não mostram isso. Mostram ele acuado em um canto falando ao celular e sendo ameaçado por dirigentes do Grêmio com dedos em riste. Não mostra ele sendo agredido e nem agredindo ninguém".
Algumas testemunhas, funcionários da própria Infraero, prestaram depoimentos. "Quero ver se os depoimentos batem com as imagens".
Dirigentes mantêm versões
O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético segue mantendo a mesma versão dada em seu depoimento. "Infelizmente e lamentavelmente esses fatos aconteceram. Jamais imaginei que isso fosse ocorrer. Hoje tinha compromissos em São Paulo, fui para o Aeroporto e estava aguardando o embarque quando fui surpreendido por toda a diretoria do Grêmio. Eles vieram com agressões verbais, contra a minha moral e honra, e ficaram ainda mais irritados porque não respondi. Daí eles tentaram me agredir e conseguiram me acertar com chutes e pontapés".
Tranqüilo, Petraglia diz que as fitas vão provar quem está com a verdade. "Gostaria que a Infraero mostrasse os vídeos e comprovasse os fatos. Lamentavelmente esse clube que tem uma tradição grande, está sendo dirigido por gente completamente descontrolada. E isso passa para os atletas também".
Pelo lado do Grêmio, o discurso é outro. "Houve uma discussão com o Petraglia, que agrediu o Tcheco ontem a noite. Hoje (quinta) ele criou mais uma situação embaraçosa quando agrediu nossa delegação. De forma provocativa ele ficou ironizando nosso time. Ele não poderia fazer o que fez. Hoje apareceu na sala de espera e ficou debochando e provocando. Não é digno de um presidente do Atlético", disse o presidente do Grêmio Paulo Pelaipe à Rádio Gaúcha.
No site oficial do clube gaúcho, uma nota levanta suspeitas sobre a credibilidade de Polícia e da Justiça paranaense. "Infelizmente, sabemos que nada disso terá nenhuma conseqüência já que Petraglia é uma pessoa influente no Paraná. Toda e qualquer prova contra sua pessoa não será suficiente. Ou desaparecerá, assim como as imagens das câmeras de segurança do estádio Arena da Baixada".
"Agitador" irritou policiais
Durante a confusão, um coronel da brigada militar de Porto Alegre tumultuou ainda mais o ambiente. De acordo com Altair Ferreira, o homem que não foi identificado teria dado voz de prisão para Petraglia, mas foi reprimido logo em seguida pelos policiais que estavam no local.
"Ele estava lá como torcedor do Grêmio, não como um coronel da brigada militar de Porto Alegre. Para ele vir até aqui e se dizer coronel, teria que ter ido até a Secretaria da Segurança, com um oficio do seu superior, dizendo que estaria prestando segurança ao Grêmio. Estava ali só para tumultuar", concluiu.



