
Durante 25 minutos de bola rolando, a história parecia que seria diferente para o Atlético Paranaense fora de casa neste Brasileirão. Mas após esse período, não foi. O Furacão parou de marcar e apenas assistiu ao bom toque de bola do Santos chegar ao gol e marcar três vezes, decretando o placar de 3 a 1 a favor do Peixe, que segue subindo na tabela. Já o Rubro-Negro estacionou nos 23 pontos e na zona de rebaixamento.
Na base da forte marcação, os atleticanos sinalizaram que a aplicação seria uma virtude na Vila Belmiro. Porém, após o gol de abertura a favor do Furacão, marcado por Antônio Carlos, a equipe foi perdendo, gradativamente, a consistência defensiva e o forte ataque do Santos cresceu no jogo, chegando pouco depois ao empate.
Na etapa final, muito longe da postura do início de partida, o Atlético acabou encurralado pelos donos da casa e os outros dois gols do Alvinegro não demoraram a sair, decretando o resultado final, mais uma vez ruim para o time paranaense. Desta forma, uma vitória no próximo domingo (2), contra o Atlético-MG, na Arena da Baixada, torna-se fundamental para que o Rubro-Negro tente sair do "inferno".
Já o Santos, muito próximo do grupo da Taça Libertadores, busca entrar no G-4 no clássico de domingo contra o Corinthians, às 16 horas.
Bolas paradas movimentam 1.º tempo morno
Conhecedor do poderio ofensivo do Santos, o técnico Ney Franco claramente escalou o Furacão para, inicialmente, anular as principais peças do Peixe para então pensar em gols atleticanos. A tática mostrou-se eficiente nos primeiros instantes de bola rolando na Vila Belmiro.
Apesar da maior posse de bola, os comandados de Vanderlei Luxemburgo não conseguiam ultrapassar a intermediária rubro-negra. Feliz na marcação, o Atlético então procurou atacar, porém sem conseguir produzir chances reais de gol com a bola rolando. Entretanto, os visitantes saíram na frente logo aos 11 minutos.
Ramon cruzou na área após escanteio e Antônio Carlos, livre de marcação, cabeceou para o fundo das redes do Santos. Como era esperado, os santistas buscaram ainda mais o seu gol, já que a própria torcida local começava a cobrar mais empenho dos jogadores. Aos poucos, com mais qualidade individual, o Peixe encontrou poucos, mas úteis espaços, por onde levou perigo e fez o goleiro Viáfara trabalhar.
Com uma boa noite do arqueiro atleticano, mais uma vez uma bola parada resultou em gol, desta vez para os donos da casa. Kléber alçou bola na área e Domingos subiu sozinho para cabecear e empatar. Nos 15 minutos finais, o Peixe cresceu, arrematou com perigo por duas vezes, e em outra Marcos Aurélio, embaixo do gol, para fora.
Com o desenho visto na primeira etapa, a partida seguia aberta para os dois lados.
Furacão não joga e Santos atropela
Para a esperançosa torcida do Atlético, se a equipe voltasse para a etapa complementar com o mesmo espírito do início, o time teria uma boa chance de conseguir mais do que um único ponto fora de casa. Entretanto, ninguém contava, nem mesmo Ney Franco, com a queda abrupta e a desatenção rubro-negra.
Sem aplicação, só deu Santos no ataque, e o segundo gol alvinegro logo veio aos oito minutos, por intermédio de Pedrinho. A partir daí, o Peixe seguiu melhor, e por poucas vezes o Furacão sequer passou do meio-campo, perdendo muitas bolas no setor. Ferreira e Pedro Oldoni, pouco acionados, e Ramon, mal na partida, não ajudaram.
Para piorar, aos 30 minutos, Marcos Aurélio acabou derrubado na área por Alan Bahia. Na cobrança, Kléber Pereira fez o terceiro mas, em respeito a sua história com a camisa atleticana, não comemorou. Nos minutos finais, o Atlético esboçou uma reação, porém sem qualidade e consistência. Restou lamentar mais uma rodada na zona de rebaixamento.
Confira a ficha técnica e os principais lances da derrota atleticana
Veja os resultados da rodada e os próximos jogos do Brasileirão
Acompanhe como ficou a classificação do Campeonato Brasileiro



