Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Paranaense

Influente no Coxa, Ximenes mantém discrição

Dirigentes alviverdes rasgam elogios ao superintendente de futebol, responsável por sete áreas diferentes do clube

Superintendente de futebol, Felipe Ximenes não gosta de aparecer e se tornou exemplo de profissionalismo no Alto da Glória | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Superintendente de futebol, Felipe Ximenes não gosta de aparecer e se tornou exemplo de profissionalismo no Alto da Glória (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)

Felipe Ximenes, superintendente de futebol do Coritiba, refuta a ideia de que é essencial para o clube onde trabalha desde 1.º de maio de 2009. O mineiro de 43 anos diz que é apenas um agente facilitador para os 80 funcionários e 208 atletas sob o seu comando em sete áreas diferentes. Quem está acima no organograma coxa-branca, no en­­tanto, garante que a influência dele no Alto da Glória é bem maior.

"Grande parte do projeto do Coritiba vem do conhecimento de­­le", aponta Ernesto Pedro, inte­­gran­­­te do G9. "É nosso grande expert", concorda o presidente Jair Cirino. "Tudo no futebol passa por ele", emenda o vice Vilson Ribeiro de Andrade.

Os elogios, que partem de dirigentes, atletas e empresários do mundo da bola, estão longe de mo­­dificar o comportamento de Xi­­menes. Desde quando estreou co­­mo gestor, no Cabofriense-RJ, há seis anos, ele prefere passar despercebido. Tudo para que os profissionais a quem serve, como o próprio diz, sigam no caminho certo.

As responsabilidades não são poucas. Além de estar sempre atento ao mercado e definir, em conjunto com comissão técnica e diretoria, possíveis contratações, ele observa de perto os departamentos de futebol profissional, médico, físico, de fisioterapia, de psicologia, de nutrição e as categorias de base.

"Penso que sou a ponta de uma pirâmide invertida. Gosto de me posicionar nos bastidores e dar segurança para que todos desempenhem suas funções", conta ele, que já passou por 11 clubes – en­­tre eles Atlético-MG, Cruzeiro, Vasco, Botafogo, São Caetano, Náu­­tico e Fluminense.

Sua influência vai além. Até em setores nos quais não tem relação direta, também já atuou. Caso do acordo de patrocínio com o Banco BMG, cujo dono foi presidente do Galo mineiro na mesma época em que Ximenes ainda trabalhava em seu estado natal.

"O patrocínio veio através de­­le. Ele tem amizade forte com o Ri­­cardo Guimarães [presidente do banco] e nos ajudou", lembra Ho­­mero Halila, ex-coordenador de futebol alviverde, um dos responsáveis pela vinda do mineiro para Curitiba.

Sua permanência no Alto da Glória, porém, esteve ameaçada antes do rebaixamento para a Série B. Ainda mais depois que João Carlos Vialle foi chamado para fa­­zer a mesma função. Foi aí que o presidente Cirino interveio. "Fiz dele meu assessor, porque tinha absoluta certeza da competência. Mantê-lo foi um grande acerto", comemora, enquanto rasga outros elogios. "Com certeza ele não teve culpa [pela queda]."

Quando foi procurado pelo Grêmio, no ano passado, Ximenes ganhou de vez a admiração dos dirigentes do Alviverde. "Ele ti­­nha todo o direito de ir, mas foi muito ético. Achava que o trabalho estava pela metade", conta Pe­­droso. "Não quero banalizar essa função e virar objeto de disputa", argumenta Ximenes, evitando o assunto.

A cobrança é grande. "Quanto mais autonomia, mais responsabilidade. E eu mesmo me cobro muito diariamente", diz o superintendente, formado em Educação Fí­­sica, com mestrado em Educação.

Ximenes compila em um programa de computador os dados que recebe de todas as áreas. In­­formações cruciais para, por exemplo, renovar contrato ou não com um atleta. Para poder co­­brar deles, a receita é simples. "A minha prática tem de ser igual ao meu discurso".

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.