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Estádio

Inspirado no Grêmio, Coxa flerta com a OAS

Alviverde pediu detalhes de acordo que viabilizou a construção do novo estádio do Tricolor gaúcho, inaugurado na noite deste sábado

No formato arena, a nova casa gremista tem capacidade para mais de 60 mil torcedores | Henry Milleo/ Gazeta do Povo
No formato arena, a nova casa gremista tem capacidade para mais de 60 mil torcedores (Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo)

A OAS Arenas está realizando estudos de viabilidade para a construção de um estádio para o Coritiba. A revelação foi feita por Carlos Eduardo Paes Barreto, presidente do braço para praças esportivas da construtora, na sexta-feira, logo após um evento para a imprensa nacional de pré-inauguração da Arena do Grêmio, aberta oficialmente na noite deste sábado.

A primeira menção ao time paranaense foi feita pelo presidente gremista, Paulo Odone, durante a entrevista coletiva. O dirigente disse ter sido procurado pelo presidente alviverde, Vilson Ribeiro de Andrade, em busca de informações sobre o projeto conduzido pelo clube gaúcho e a OAS. Depois, tanto Odone quanto Barreto deram à Gazeta do Povo detalhes das conversas.

"O Vilson pediu referências do projeto do Grêmio com a OAS e abrimos todos os detalhes, deixamos à disposição do Coritiba", afirmou Odone. "Estamos desenhando um projeto e buscando viabilização. Precisa achar terreno, haver um entendimento com o poder público. O Coritiba está vendo possibilidades, olhando o que o Atlético está fazendo. É importante essa rivalidade, um puxa o outro a oferecer mais para o seu torcedor", acrescentou Barreto.

A OAS apresentou um projeto para conclusão da Arena da Baixada, rejeitada em prol de uma autogestão da obra. "Não guardamos mágoa do Atlético pois perdemos para o clube. A melhor proposta externa era a nossa", afirmou Barreto.

A justificativa do Atlético foi a de manter o controle sobre as receitas do estádio, que serão captadas com o auxílio da empresa norte-americana AEG. Pelo contrato firmado entre as partes, a parceira embolsará de 9% a 12% da receita, pelo período de dez anos. No acordo entre Grêmio e OAS, o rateio é 35% para a construtora e 65% para o clube, por 20 anos.

É exatamente essa partilha que deixa o Coritiba receoso quanto a reproduzir o projeto gremista, com a cessão do Couto Pereira à OAS em troca de um estádio novo, em outra região da cidade. "Esse modelo não serve ao Coritiba. Para fazer estádio hoje é preciso um estudo cuidadoso e um projeto que não comprometa o futuro do clube. Não queremos ficar vinculados 20, 30 anos a uma empresa. E quem quer investir em estádio quer retorno", disse Vilson Ribeiro de Andrade, que confirmou ter pedido detalhes do projeto gaúcho a Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos.

O dirigente coxa-branca ainda lembrou que o clube investiria apenas recursos próprios em uma eventual construção de estádio novo. No caso do Grêmio, houve uma série de benefícios públicos, de isenção fiscal a alteração da lei de zoneamento e doação de terrenos originalmente da prefeitura de Porto Alegre, que tornaram o negócio mais atraente para a OAS.

"Não tenho necessidade imediata de fazer estádio novo. Hoje a nossa prioridade é melhorar o Couto Pereira", acrescentou Vilson.

Em outubro, o clube anunciou a construção do novo setor da Rua Mauá, com camarotes e cabines de imprensa. Segundo o dirigente, o projeto está na fase de aprovações junto à prefeitura, necessárias para o início efetivo da obra.

O jornalista viajou a convite da Arena Porto-Alegrense

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