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Libertadores

Interior se mobiliza pelo Corinthians

Dono da maior torcida do estado, clube paulista inicia hoje a decisão do torneio continental contra o Boca Jrs

Torcedores corintianos da Fiel, organizada de Maringá, posam com São Jorge na mão: confiança no título que falta ao Timão | Ivan Amorin/ Gazeta Maringá
Torcedores corintianos da Fiel, organizada de Maringá, posam com São Jorge na mão: confiança no título que falta ao Timão (Foto: Ivan Amorin/ Gazeta Maringá)

A maior torcida do Paraná dá, a partir de desta quarta-feira (27), o último passo para conquistar o título que mais lhe faz falta.

A decisão da Liberta­do­­res, a partir das 21h50, em Buenos Aires, entre Co­­rinthians e Boca Juniors, será acompanhada com especial atenção no estado. Puxado especialmente pelos fãs da Região Norte, o clube paulista atrai a simpatia de 12,5% dos paranaenses – recorde entre simpatizantes.

O levantamento, um dos mais completos do gênero, foi feito pela Paraná Pesquisas, em 2008, a pedido da Gazeta do Povo.

Mais populoso reduto corintiano do estado (22,54% dos torcedores), Londrina terá diversas reuniões de fiéis para assistir às duas partidas contra o time argentino. Fundado em 1982 e reativado ano passado, após 15 anos parado, o Clube dos Corintianos de Londrina já agendou uma festa pós-título no município. "Estamos preparando um jantar para cerca de 800 pessoas, para uma semana depois de erguermos a taça, porque vamos ganhar dos hermanos", confia o presiden­te do clube, Naym Libos.

Em Maringá, o culto pelo Corinthians tem como templo a sede da Fiel, torcida fun­­dada na cidade em 2005. "Para os jogos da final, pedimos autorização para interditar a rua da sede, porque o número de pessoas que vêm assistir aos jogos tem aumentado", conta o presidente Rodolfo Noronha.

Para o segundo jogo, no entanto, o número de torcedores na sede deve ser menor. "Estamos nos programando para ver a final no Pacaembu", conta Noronha.

Motivo de expectativa no interior, a possibilidade do inédito título alvinegro causa preocupação na capital. Um cenário construído pela combinação de colonização paulista, maior presença dos clubes de São Paulo na tevê, incapacidade dos times do estado de conquistar grandes títulos e falta de apoio governamental.

"O Paraná de fato é Curi­­ti­­ba, região metropolitana e litoral. Nas demais regiões, não há apego às coisas do estado", constata Mauro Holzmann, diretor de marketing do Atlético.

"No Rio Grande do Sul, o governo obriga o Banrisul a apoiar Grêmio e Inter; em Santa Catarina, a empresa estatal de energia apoia o Avaí; em Pernambuco, há in­­centivo para venda de ingresso em troca de nota fiscal. Aqui é tudo não dá, não pode. Até parece que não que­­rem que o futebol cresça", reforça Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba.

Apesar disso, todos os clubes têm em andamento estratégias para aumentar a penetração no interior. O Atlético já fez campanhas para assu­mir um aspecto mais paranaense, mote da iniciativa Amo minha terra, torço pelo meu Estado, lançada no ano passado pelo Coritiba, e de ações pontu­­ais da diretoria paranista. Es­­colinhas e embaixadas reforçam o arsenal.

Na capital, só no Parque Ba­­rigui o possível tí­­tu­­lo corintiano é visto com esperança. Até sábado, Joel Malucelli preside o Corinthians-PR, que então se chamará Jotinha. Mesmo sem uma parceria formal, o dirigente pretende receber atletas alvinegros para a disputa do próximo Estadual. Reforços, espera, com uma Libertadores no currículo.

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