
O Atlético Paranaense mostrou duas faces na estréia do técnico Antônio Lopes neste domingo (17). Nos primeiros 45 minutos, jogou muito bem, e largou na frente no placar. No segundo tempo, voltou a apresentar o futebol ruim dos dois últimos jogos na Arena da Baixada e cedeu o empate, resultado que permaneceu até o final.
A igualdade de 1 a 1 irritou muito a torcida, que compareceu em um número pequeno ao Joaquim Américo, estádio acostumado a receber um bom número de atleticanos em partidas do Furacão em casa. Mesmo assim, quem esteve nas arquibancadas empurrou a equipe enquanto o Rubro-Negro foi superior.
Pelo que fez no primeiro tempo, os donos da casa até poderiam ter feito mais gols e garantido a vitória. Entretanto, a contusão do meia Tiago, no fim da etapa inicial, deixou o time em apuros. Evandro entrou e praticou o mesmo futebol sofrível, e o Furacão deu espaço suficiente para o Tricolor das Laranjeiras empatar.
No próximo domingo (24), o Rubro-Negro vai buscar a retomada do caminho das vitórias em São Paulo, diante do Palmeiras. Já o Fluminense vai até Natal enfrentar o América-RN.
Furacão comanda etapa inicial
Com um espírito de luta renovado e com algumas novidades, o Atlético começou a partida em ponto de bala. Logo nos primeiros minutos, Denis Marques mostrou muita movimentação, criando algumas oportunidades de gol para o Furacão. Mas a grande aposta de Antônio Lopes antes da bola rolar a entrada de Tiago no lugar do então titular Evandro fez com que a equipe tivesse muita consistência no ataque.
O Fluminense até esboçou, durante todo o primeiro tempo, algumas jogadas de perigo, mas a defesa atleticana, contando com o volante Erandir jogando como líbero ao lado dos zagueiros Danilo e João Leonardo, outra surpresa de Lopes na escalação, se postou muito bem, anulando praticamente qualquer chegada carioca.
Se defendendo bem e ganhando o meio-campo, ficou fácil para o Rubro-Negro exercer o seu poderio ofensivo dentro de casa. E o gol não demorou a sair. Denis Marques recebeu bom passe, passou pelos seus marcadores e chutou forte, no canto direito do goleiro Ricardo Berna. Isso foi aos 11 minutos.
O mesmo Denis Marques ainda criou algumas chances, e teve ele mesmo oportunidade para aumentar, mas ou o goleiro do Tricolor defendeu, ou o pé descalibrado do atacante e dos outros jogadores atleticanos não acertou as redes do adversário.
Sem ter do que se queixar com relação ao time, a torcida aproveitou para protestar contra o árbitro Carlos Eugênio Simon. Os gritos de "Edílson" e "Vergonha" foram apenas dois dos que ecoaram nas arquibancadas. A inversão de faltas e jogadas truncadas mostrou que era importante o Atlético matar a partida o quanto antes.
Fantasmas do passado entram em campo no 2.º tempo
Ainda no fim do primeiro tempo, Tiago tomou uma pancada sem bola e teve de ser sacado da equipe rubro-negra. Em seu lugar, Lopes colocou o meia Evandro, jogador que não vem bem, sobretudo após a saída de Ferreira (o colombiano está com a seleção de seu país). Por outro lado, o Fluminense voltou mais ofensivo com a entrada de Thiago Neves.
Nas primeiras jogadas da etapa complementar, até parecia que o Furacão seguiria no comando das ações. Contudo, logo os cariocas passaram a ganhar o meio-campo, e jogando com velocidade e inteligência, tomaram as rédeas da partida a seu favor. A bola deixou de chegar a Denis Marques, Alex Mineiro não disse a que veio, e a defesa atleticana ficou sobrecarregada.
O Delegado até tentou corrigir a marcação nas laterais com a entrada de Nei no lugar de Edno, mas a alteração deixou o time ainda menos criativo, e sem a mesma marcação da etapa inicial. O resultado foi que, depois de muito insistir, o Tricolor chegou ao empate. O zagueiro Thiago Silva arrancou da intermediária do Atlético, não foi incomodado e ao se aproximar da entrada da área, chutou forte, no canto esquerdo de Guilherme.
A postura do Furacão até mesmo antes do gol iminente do Fluminense lembrou e muito os dois jogos anteriores na Arena, nas derrotas diante de Santos e Goiás. A pressão dos torcedores aumentou, a criatividade do ataque rubro-negro, já em baixa, sumiu, e coube aos cariocas comemorarem o empate ao apito final do árbitro. A má fase do Atlético continua.
Confira a ficha técnica e os principais lances do empate na Arena
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