
A Itália foi superior no primeiro tempo, a Espanha no segundo e as duas saíram satisfeitas com o empate por 1 a 1, ontem, em Gdansk, na Polônia, na abertura do Grupo C da Eurocopa. Os italianos porque depois de três derrotas seguidas sem fazer gol nos amistosos que antecederam a competição, conseguiram marcar no jogo mais temido da primeira fase. E os espanhóis porque tiveram poder de reação depois de sair atrás no placar.
Ao esquema tático 3-5-2 italiano, com o volante De Rossi jogando recuado entre os zagueiros Bonucci e Chiellini, o técnico espanhol Vicente Del Bosque respondeu com uma formação que não tinha centroavante. Torres e Negredo ficaram no banco e Fábregas entrou como "falso 9". O desenho tático era o 4-6-0, o mesmo que o Barcelona utilizou no Mundial de Clubes da Fifa contra o Santos. O plano era deixar os zagueiros italianos sem referência para marcar e usar os muitos meias para controlar o meio de campo e chegar de frente para o gol.
A diferença é que o Barcelona conta com Messi. Já a Espanha ficava com a bola, mas sofria para criar espaços. Correndo menos riscos do que esperava atrás, a Itália se animou a atacar. E teve as melhores chances do primeiro tempo, em dois chutes de Cassano e em uma cabeçada de Thiago Motta.
A segunda etapa começou com uma Espanha mais elétrica, guiada por Iniesta e Xavi. Criou duas chances, levou um susto em um lance em que Balotelli avançou em câmera lenta quando tinha só Casillas pela frente.
O perigo era Pirlo. E em uma bola que pegou livre aos 15 minutos, o maestro italiano deu um passe que deixou Di Natale (que havia acabado de entrar no lugar de Balotelli) livre para abrir o placar. Mas não deu nem tempo de os times mudarem de postura porque quatro minutos depois Fábregas empatou. Daí em diante, sim, a coisa mudou. A Espanha poderia ter virado o jogo, no entanto, não conseguiu. A campeã teve, assim, interrompida uma série de 14 vitórias seguidas em jogos oficiais. "O tempo vai dizer se o resultado foi bom ou ruim", afirmou Del Bosque. Do outro lado, o técnico Cesare Prandelli mostrava-se animado. "Esta é a verdadeira Itália."



