
A terceira versão do Atlético sub-23 começou o Paranaense com as mesmas dificuldades das anteriores: falta de ritmo de jogo e inexperiência. Some-se a isso o campo pesado e a reclamação de um pênalti não dado pelo árbitro Felipe Gomes da Silva e tem-se o empate por 0 a 0 com o Cascavel, ontem, no interior.
"Sabíamos das dificuldades, do campo pesado e o clima quente. Esse um ponto lá na frente vai nos favorecer. Somos muito novos ainda e a equipe tende a evoluir", avaliou o goleiro Alexandre, que desbancou Lucas Macanhan, titular no vice-campeonato da Copa do Brasil sub-20.
O grande temor do técnico Marcelo Vilhena era justamente sobre como reagiriam os garotos do Atlético quando a bola rolasse. Considerando os titulares, a média de idade era de apenas 21,4 anos. Dos 14 jogadores utilizados, apenas seis tinham alguma rodagem no time principal rubro-negro. Lula, zagueiro que jogou a Série B pelo Boa, completava a fração "experiente" do grupo.
Do outro lado, o Cascavel, campeão da Divisão de Acesso, tinha jogadores rodados como Henrique Dias, carrasco do Rubro-Negro no Paranaense de 2008, conquistado pelo rival Coritiba, e Jorge Preá, que inclusive defendeu o Furacão em 2009.
A velocidade atleticana do meio para a frente, especialmente pelos pés de Gustavo Marmentini, foi a marca do primeiro tempo. Com ela o Furacão criou e forçou o adversário a cometer muitas faltas, tanto que os donos da casa encerraram o primeiro tempo com os zagueiros Alex e Maurício e o volante Duda amarelados.
O Atlético teve dificuldade com espaços deixados nas laterais e bolas perdidas pelo meio. Vilhena cobrou mais atenção. "Ele pediu para minimizarmos os erros. Estamos entregando a bola. Não é mérito deles. Temos de rodar mais a bola e explorar essa fraqueza deles. Estamos forçando muito por dentro", disse o volante Matteus, na volta do intervalo.
Cryzan e Juninho entraram no lugar de Damasceno e Júnior Barros exatamente para rodar mais a bola. Embora o Atlético tenha conseguido mais posse de bola, a velocidade do jogo caiu até porque o gramado pesado causou desgaste excessivo aos atletas.
O técnico do Atlético testou um terceiro atacante para tentar mudar esse panorama. Embora mais "esperto", o time perdeu em organização. Sem apoio dos alas, especialmente de Mário Sérgio, o ritmo diminuiu. Nos minutos finais os atleticanos pediram pênalti em bola desviada no braço do zagueiro Maurício após um bate-rebate na área. O árbitro ignorou a pressão.



