
Los Cardales, Argentina - O meia londrinense Jadson vestiu a camisa 10 da seleção brasileira em dois dos últimos três amistosos as vitórias por 2 a 0 sobre a Escócia e por 1 a 0 sobre a Romênia. Convenceu o técnico Mano Menezes de que tinha lugar na Copa América. Porém, com o retorno de Paulo Henrique Ganso, naturalmente ficou em segundo plano.
A dura missão do paranaense na Argentina é ser o reserva da grande esperança criativa da equipe. Um jogador que, segundo o treinador, é insubstituível no momento. Para Mano, todos os testados na função até agora "não têm uma fundamentação tão completa quanto o Ganso".
Inscrito com a camisa 20, Jadson encara a situação com serenidade. "Estou buscando o meu espaço . O Ganso é um grande jogador. Já mostrou isso. Mas venho batalhando nos treinos para, se surgir oportunidade, ajudar a seleção", disse, dividindo a bancada com o titular na entrevista coletiva de ontem em Los Cardales.
A participação dele na entrevista, aliás, reforça a imagem de coadjuvante. Ficou "espremido" entre as respostas do zagueiro reserva Luisão e de Ganso. "Cinco perguntinhas para o Jadson agora", anunciou o coordenador de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva. Assim que elas foram feitas, direcionou as atenções ao meia santista, frustrando repórteres que ainda pretendiam questionar o meia revelado pelo Atlético.
Prova de que só estar na seleção nacional já chama a atenção. Muito mais do que ao jogar pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, onde chegou em 2005 e se tornou ídolo, mas fica escondido do público brasileiro.
Por enquanto, Jadson se diz satisfeito por fazer parte do grupo que disputará a Copa América. "Estou muito feliz de participar pela primeira vez [de uma competição] com a seleção", afirmou.
O reconhecimento do titular ele já possui. "O Mano sempre gostou do meu futebol", disse Ganso. "Mas se me acomodar, achar que está tudo perfeito, vou perder espaço. O Jadson, que estava aqui do lado, por exemplo, é um grande jogador", elogiou na sequência.
Nos treinos, o londrinense tem atuado pelo lado esquerdo ofensivo do time reserva. Se Mano precisar substituir Ganso, ainda há a concorrência de Elano, menos criativo e veloz do que Jadson, porém com mais experiência e força na marcação.



