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Turfe

Jockey Club do Paraná reabre em alto estilo, com grande público e diversão para a família

Após 17 meses fechado, hipódromo do Tarumã voltar a receber neste domingo (17) as tradicionais corridas de cavalo

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(Foto: Jonathan campos/Gazeta do Povo)

“Está maravilhoso, as pessoas têm gosto pelas corridas de cavalo”. O paranaense Eduardo Gosik, de 80 anos – o treinador de turfe mais antigo em atividade no país –, resume numa frase a emoção em ver o Jockey Club do Paraná novamente lotado. Ele e outras três mil pessoas prestigiaram neste domingo (17) a reabertura do tradicional local de provas em Curitiba após 17 meses fechado por interdição.

Veja fotos da reabertura do Jockey Club do Paraná

Quem passou pela Av. Victor Ferreira do Amaral logo após o almoço se deparou com um congestionamento na altura do hipódromo do Tarumã. Era o aviso de que as atividades no jockey estavam de volta.

“Tivemos de recorrer ao estacionamento do Victoria Villa, que fica ao lado, para acomodar rapidamente esses veículos. Os estacionamentos internos previamente definidos lotaram rapidamente”, comemorou o diretor de Marketing do Jockey Club do Paraná, Rubens Luiz Ferreira Gusso.

Confira os resultados dos oito páreos disputados

A tarde ensolarada na capital só aumentou o brilho do evento. Enquanto na pista os oito páreos atraiam as atenções dos amantes do turfe, famílias inteiras se distraiam com as inúmeras atrações disponíveis. De passeio com pôneis e brinquedos recreativos para a criançada a opções gastronômicas oferecidas pelos food trucks.

“Temos o esporte como motivação principal, mas o nosso foco é entreter toda a família”, destaca Gusso. Os presentes ainda apreciaram a apresentação da Banda Marcial da Polícia Militar do Paraná e da Cavalaria do Regimento de Polícia Montada Coronel Dulcídio.

Apostas

Logo no primeiro páreo, o movimento de apostas alcançou R$ 60 mil. É um valor considerável, já que a média histórica gira em R$ 40 mil. Nos páreos seguintes, o volume caiu, porém, segundo o diretor, foi pela equipe reduzida de vendedores de apostas. “Vamos corrigir essa falha para os próximos eventos”, garante o diretor, revelando que a presença de público superou qualquer previsão.

A movimentação financeira total foi de R$ 310.546. Gusso explica que 62% desta quantia retornam como pagamentos aos apostadores, enquanto o restante é usado para cobrir os custos operacionais, de transmissão pela tevê e das premiações aos participantes, além de outros gastos para a organização do evento.

A reunião deste domingo não teve um grande prêmio. Todos os páreos tinham um mesmo peso em premiação, já que a intenção principal era reativar o jockey, promover a participação de patrocinadores e retomar essa opção de lazer para o curitibano, reforça Gusso.

Com a reabertura, as corridas terão periodicidade mensal neste primeiro momento, sempre em um dos domingos do mês. Mas, segundo o presidente do Jockey Club do Paraná, Paulo Pelanda, a intenção é reduzir o intervalo para programas quinzenais e até semanais. O próximo será no dia 14 de fevereiro, enquanto o tradicional Grande Prêmio Paraná de Turfe ocorrerá em agosto. As reuniões têm transmissão da TV Jockey e no site do Jockey Club de São Paulo.

Interdição

O Jockey Club do Paraná, segundo hipódromo mais antigo do país, com 142 anos de história, foi fechado em junho de 2014 por irregularidades administrativas e descontinuidade da manutenção regular do serviço antidoping, observados por fiscais do Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento.

A nova diretoria, que iniciou a gestão em dezembro passado, conseguiu, após entendimento com órgão governamental, uma carta patente provisória autorizando o local a receber corridas pelo período de 180 dias. Enquanto isso, o clube busca uma solução para sanar uma dívida de R$ 800 mil, que motivou a interdição.

A nova administração chegou a pedir um recálculo do valor devido, já que o rombo total ainda é um mistério. Eles trabalham ao lado do interventor Joaquim Rauli para ficar a par da real situação do Jockey Club. “Estamos fazendo uma auditoria para tomar as medidas judiciais cabíveis. Dentro de dois meses concluiremos este trabalho e também a negociação para garantir uma carta patente definitiva. O Jockey Club não fechará mais”, confia o atual presidente.

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