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Paranaense

Jogando ou não, Tcheco quer ajudar

Atleta mais experiente do elenco alviverde, meia pretende usar sua liderança natural para auxiliar o time dentro ou fora de campo

Elton passou no time do Barigui, foi à Vila Capanema e voltou ao Timãozinho | Walter Alves/ Gazeta do Povo
Elton passou no time do Barigui, foi à Vila Capanema e voltou ao Timãozinho (Foto: Walter Alves/ Gazeta do Povo)

Foz do Iguaçu - Com quase 35 anos, o meia Tcheco sabe que não lhe restam muitas temporadas dentro das quatro linhas. Mesmo assim, o mais experiente atleta do elenco do Coritiba pega pesado nos treinamentos de pré-temporada. O objetivo é garantir uma vaga na equipe titular, mas, mesmo se não for assim, ele acredita que ainda tem um papel a cumprir no Alto da Glória.

Líder por natureza, o curitibano Anderson Simas Luciano precisa ajudar. Não importa se for dentro ou fora de campo. Foi assim no ano passado, na campanha do título da Série B, quando por várias vezes foi visto tentando orientar companheiros do banco de reservas.

"O mais importante é ter consciência do que a gente pode e do que a gente não pode fa­­zer", afirmou Tcheco. "Se estiver ao meu alcance, quero sempre ajudar o Coritiba. É o mínimo que posso fazer", garantiu o atleta, que, além do Alviverde, já defendeu Paraná, Esportivo-RS, Malu­­trom, Al Ittihad, da Arábia Sau­­dita, Santos, Grêmio e Corinthians.

Dono de uma trajetória vitoriosa, com dois Paranaenses, vá­­rias conquistas no Oriente Mé­­dio, título gaúcho e um vice-cam­­peonato da Libertadores, o meia, entretanto, também quer – e muito – auxiliar seu time da maneira mais simples: jogando.

A concorrência no setor de armação, que tem Rafinha e Davi como principais candidatos, não assusta. "Minha característica é de sempre lutar pela posição, por títulos. O nível deste grupo é muito alto e a gente sabe que a idade conta um pouco. Neste início vou me resguardando contra uma contusão, mas assim que tiver uma brecha do professor, quero mostrar meu futebol e ficar no time", apontou.

As armas para isso são muitas. "Quem sabe em uma jogada individual, deixando os companheiros na cara do gol, orientando a equipe", citou, lembrando de sua participação em 2010, quando construiu a jogada do gol do acesso, contra o Duque de Caxias, marcado pelo atacante Marcos Aurélio.

Diferenciado na profissão, Tcheco já começou a preparar seu futuro. Durante as férias, viajou para a Nova Zelândia, em uma atitude muito rara no mundo da bola. "Fui estudar um pouquinho de inglês. Com a Copa do Mundo surgindo aí, se pintar alguma coisa a gente tem de estar preparado. Já estou vendo o que pode acontecer", disse ele, que analisa a possibilidade de se tornar técnico.

Por enquanto, o meia fica no aguardo do treinador Marcelo Oliveira. "Ele está conversando com a gente aos poucos, mas eu sei o que tenho de fazer [para contribuir]", finalizou.

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