
Medalha de ouro no Pan de Guadalajara e recordista sul-americana na disputa do revezamento 4x100 metros no atletismo, Vanda Gomes trocou o handebol pelas pistas ainda no ensino médio. Ela queria ser a campeã da sua região e viajar para Curitiba disputar a etapa estadual da competição colegial.
O sonho realizado da corredora de Matelândia é o mesmo que alimenta os 3,6 mil atletas entre 15 e 17 anos que passaram a semana na capital paranaense para a disputa das Olimpíadas Escolares. Mas alguns deles chegaram com maiores pretensões: além de conhecer "a cidade grande", sonham com o Olimpo a disputa dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
A competição com 12 práticas desportivas termina esta tarde, com premiação dos vencedores, a partir das 16 horas, no Ginásio do Tarumã.
"Em algumas modalidades, especialmente nas individuais, teremos atletas que podem, de fato, estar competindo em 2016. Quem competiu aqui essa semana estará, daqui a cinco anos, com idades entre 20 e 22 anos, um bom estágio de maturidade para algumas modalidades. E são os melhores que disputam as Olimpíadas Escolares no judô, ginástica rítmica, atletismo, natação, tênis de mesa", afirma o diretor-geral do evento amador no Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Edgar Hubner.
A probabilidade cai nos esportes olímpicos coletivos da competição juvenil no caso, vôlei, basquete e handebol porque competem os melhores times das escolas, não necessariamente os melhores jogadores. Ainda assim, estar na delegação brasileira que disputará a Olimpíada como anfitriã está no imaginário dos jovens que competiram em Curitiba.
Um dos destaques da edição curitibana foi a catarinense Tamiriz de Liz, primeira colocada no ranking juvenil e quarta melhor do país nos 100 m e 200 m rasos no atletismo. Aos 16 anos, é apontada como uma das promessas brasileiras da modalidade. Na capital, ela foi bicampeã nos 100 m, batendo o recorde da competição, com o tempo de 11s56.
Na natação, a curitibana Giovanna Dorigon, 15 anos, comemorou o recorde da competição no revezamento 4x50 metros. Aluna do Positivo, ela formou equipe com Nicole Ribas e Nicole Murdiga, do Dom Bosco, e Luanna Pedroso, do Cooperativa, de Foz do Iguaçu, e terminaram a prova em 2min04s17.
"Também ganhei duas pratas, nos 200 m medley e no revezamento 4x50 m livre. E foram bons resultados, porque competi com as melhores nadadoras do Brasil na nossa faixa etária. Disputar as Olimpíadas Escolares ajuda a pensar o futuro porque é uma competição de nível muito alto e é mais uma meta a conquistar no calendário", diz a nadadora, atual campeã brasileira nos 100 m peito juvenil.
Esta foi a sétima edição das Olimpíadas Escolares para estudantes de 15 a 17 anos. Nas disputas individuais, 44 recordes foram batidos. Sinal de que o nível técnico para se chegar ao topo do pódio está cada ano mais difícil. "Não dá mais para pensar que é fácil chegar à final", diz o líbero do time de vôlei masculino do Colégio Regina Mundi, de Maringá, Rogerinho. Na seleção brasileira infantojuvenil, pela qual foi campeão sul-americano, ganhou o apelido de "Montanha". "Isso foi uma piada, o apelido é oposto do que sou, porque sou o mais baixo do time", diz o jogador de 1,66 m.
"As escolas cada vez mais têm dado atenção à preparação das equipes, melhorando sua estrutura esportiva, investindo na competição. Já para os atletas, olheiros das seleções brasileiras de base são convidados a observar as disputas, o que incentiva os participantes", encerra Hubner.
Serviço
Finais do vôlei, basquete, handebol e futsal ocorrem em várias praças esportivas da cidade. Agenda no site oficial do evento: http://www.olimpiadasescolares.com.br. Premiação a partir das 16 horas no Ginásio do Tarumã.



