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caso diego gonciero

Justiça decide hoje se haverá júri popular

Três membros da organizada atleticana Os Fanáticos são acusados da morte do paranista Diego Henrique Gaab Gonciero em 2012

A Justiça define hoje se os três acusados pela morte do torcedor paranista Diego Henrique Gaab Gonciero irão a júri popular. A decisão será tomada ao meio-dia, na audiência de instrução e julgamento do Tribunal do Júri, em Curitiba. Os réus são Gilson da Silva Teles, Fabio Marques e Juliano Rodrigues, membros da torcida organizada atleticana Os Fanáticos.

No mesmo horário e local, está programado um protesto dos familiares do jovem. A principal reivindicação é a transferência do réu Juliano Rodrigues, que é advogado, da prisão domiciliar para uma penitenciária.

Gonciero, de 16 anos, foi assassinado no dia 1º de julho de 2012, com tiros disparados de um carro, quando participava de uma confraternização com a torcida do Sport Recife na sede da torcida organizada tricolor Fúria Independente, perto do Estádio Durival Britto.

Marques, conhecido como "Barba Ruiva", assumiu a autoria, após os exames de balística apontarem que os disparos saíram de uma arma pertencente a Rodrigues — ambos são ex-presidentes da Os Fanáticos. Teles estaria conduzindo o veículo no momento dos disparos.

"Esperamos que vão a júri popular e peguem pena máxima. O que fizeram com meu filho não se faz com ninguém, matar alguém de graça, sem ter feito nada de errado, como se fosse um bicho", afirma o pai da vítima, José Roberto Gonciero.

O advogado da acusação, Alexandre Oliveira, confirmou que irá solicitar a transferência de Rodrigues para a Penitenciária Estadual de Piraquara. "Todas as testemunhas foram localizadas e estão cientes. Não trabalhamos com outra possibilidade a não ser a de um júri popular. Temos os indícios de autoria e a materialidade do crime. Esperamos, por se tratar de crime premeditado e qualificado, no mínimo 20 anos de para cada acusado", afirma.

Para o advogado de defesa de Rodrigues, Claudio Dalledone, a hipótese de seu cliente ir para a penitenciária está descartada. "A lei diz que, na ausência de uma sala de estado maior, prerrogativa dos advogados, o réu será transferido para prisão domiciliar. A pedido da juíza, tanto a Polícia Militar quanto as Forças Armadas e o sistema carcerário responderam que essa estrutura não existe no nosso estado", explica, adiantando que pretende desqualificar a principal prova. "Foi apresentada outra arma. A do Juliano [Rodrigues] nunca saiu de sua casa", garante.

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