
O impacto das três derrotas consecutivas na Série B, antes da reabilitação contra o Icasa, fez a diretoria coxa-branca se mexer. O clube buscou na parceria com a L.A. Sports o atacante Leonardo, ex-Paraná e que estava no Avaí. Ele chegou, fez exames, posou para fotos com a camisa alviverde e já treinou ontem. Chegou com cartaz em alta: já confirmado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, está relacionado pelo técnico Ney Franco para a partida de amanhã contra o Guaratinguetá, no interior de São Paulo.
Leonardo volta a Curitiba depois de um giro por Flamengo e Avaí. No meio, uma rápida volta ao Paraná, clube pelo qual se destacou em 2006, se tornando campeão estadual e ajudando o Tricolor a chegar à Libertadores. Após o melhor momento na carreira, porém, foi atrapalhado por uma série de contusões.
"Estou feliz. Sei do projeto do Coritiba, surgiu a oportunidade e eu topei na hora", conta. Ele não vê nenhum problema em trocar a Série A pela B: "É a grandeza do clube. Já morei na cidade, sei o tamanho do Coritiba. Em termos de visibilidade, não dá para comparar. Mas, se tirar 10, 12 times da Série A, é dificil achar um como o Coritiba. Não acho que caí." Indicado por Ney Franco, o atacante se diz pronto para voltar a ser o jogador que brilhou no rival. "O treinador já sabe o que eu tenho de melhor e que posso melhorar. Deu apoio total para eu vir. Isso me dá confiança."
Neste ano, foi o artilheiro do Avaí campeão catarinense, mas voltou a se machucar e perdeu a vaga no time. Seu último gol pelo Leão da Ressacada foi no Torneio de Florianópolis, durante o recesso do Brasileiro para a Copa, contra o Grêmio. Na ocasião, também enfrentou o Coxa. Fora isso, já foi companheiro de Léo Gago, Angelo, Sandro... "Tem uns cinco ou seis que já joguei", brinca.
Com bom humor, ele quer superar o trauma dos problemas clínicos. Na época da passagem pelo Fla, chegou a ser chamado por parte da imprensa carioca de "Lesionardo". Ao falar das dificuldades, troca o sorriso por uma cara mais séria. "Peguei infeccção hospitalar e tive de fazer outras quatro cirurgias. Fiquei nessa até o fim de 2009. Já superei, agora estou bem", diz.
Mas ele não demora para recuperar o astral, ao falar da recepção da torcida. "Estão querendo gols, né? [risos] Sempre quando chega um centroavante, eles ficam naquela de chegou o homem-gol. Quero ajudar no geral, não só com gols. Vim para subir."
Emprestado até dezembro, o atacante pediu para deixar o Avaí para poder jogar. "O [técnico Antônio] Lopes travou um pouco, mas eu forcei. A vontade de jogar aqui era grande. É questão de começar e o ritmo vem", confia ele, que ficará no banco amanhã.



