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Atletismo

Lesão tira Maurren da prova e sela o fracasso brasileiro no Mundial de Berlim

Campeã olímpica desiste de saltar devido a dores no joelho e o país termina a competição sem uma medalha sequer

Além da medalha de ouro no GP de São Paulo, salto de 6,89 metros garante Maurren Maggi no topo do ranking mundial | Adrian Dennis/ AFP
Além da medalha de ouro no GP de São Paulo, salto de 6,89 metros garante Maurren Maggi no topo do ranking mundial (Foto: Adrian Dennis/ AFP)
Durante a festa de encerramento do Mundial de Atletismo, atletas alemães carregam faixa com a mensagem

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Durante a festa de encerramento do Mundial de Atletismo, atletas alemães carregam faixa com a mensagem

Berlim - Foi com choro e sem nenhuma medalha que a delegação brasileira se despediu do Mundial de Ber­­lim. Última esperança de pódio para o Brasil, Maurren Maggi foi abatida pela contusão no joelho direito e terminou a final do salto em distância, ontem, em sétimo. Mais triste foi o desempenho de Keila Costa, que queimou suas três tentativas e foi desclassificada. O país manteve a sina de fracassar e de voltar para casa sem conquistar nada, pela segunda vez seguida, em Mundiais de atletismo.

Maurren fez apenas dois saltos. No primeiro, chegou a 6,68 me­­tros. A atleta queimou a segunda tentativa e abortou a terceira. Na quarta, a campeã olímpica saltou 6,64 metros. Viu o resultado, apoiou-se sobre a região dolorida de seu corpo e chorou. Já não seria possível saltar outras duas vezes. Era o fim do sonho. "O joelho doeu", declarou, em entrevista pela tevê, após sua apresentação.

A campeã olímpica finalmente admitiu que competiu sem estar em suas melhores condições e não teria como enfrentar a norte-americana Britney Reese, que ficou com a medalha de ouro ao saltar 7,10 metros. "Sabia que não tinha como chegar a 7 metros", reconheceu Maurren.

Segundo ela, em razão da contusão no joelho direito que a incomoda desde o início do ano. Po­­rém, havia a expectativa de sair de Berlim com uma medalha de prata ou bronze para somar ao ouro de Pequim/2008. "Achei que no se­­gundo salto conseguiria".

Maurren disse ainda que a participação na Alemanha é sua última da temporada. "Agora vou tratar o joelho". A saltadora não descarta a possibilidade de uma cirurgia. "Mas o que posso dizer é que não vou parar por aqui."

A falta de medalhas não resume o fracasso do Brasil em Berlim. O fato preocupante é que tanto os melhores – Maurren Maggi (salto em distância), Jadel Gregório (salto triplo) e Fabiana Murer (salto com vara) –, como parte dos 42 atletas da delegação, ficaram longe de suas melhores marcas pessoais. Surpreendentemente, os revezamentos 4 x 100 metros masculino e feminino, afetados por casos de doping, foram a nota positiva. Os homens ficaram em 7.º lugar e as mulheres, em 5.º, apesar das mu­­danças de última hora na composição do time.

O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, admitiu: "Os resultados, no geral, não fo­­ram bons". O dirigente, no en­­tanto, lembrou que o Brasil foi prejudicado pelo fato de que Maurren e Jadel estavam contundidos.

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