
O brasileiro Cesar Cielo está liberado para participar do Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo realizado em Xangai, após a Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) decidir pela manutenção da advertência imposta pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para um caso de doping. O veredito foi anunciado ontem.
"A verdade prevaleceu e estou virando esta página da minha vida", disse Cielo em seu site oficial. Campeão olímpico e mundial dos 50 m livre, ele havia sido pego no exame antidoping no início do mês pelo uso da substância furosemida.
Com a decisão, Cielo vai poder disputar o Mundial de esportes aquáticos, que está sendo realizada em Xangai, na China. O anúncio da CAS aconteceu um dia após o atleta prestar esclarecimentos à entidade durante audiência que durou quase seis horas, também em Xangai.
Cielo estreia no Mundial amanhã. Ele vai disputar os 50 m e 100 m livre e também nadará os 50 m borboleta, além de integrar os revezamentos do Brasil.
A advertência também vale para Nicholas Santos e Henrique Barbosa, que assim como Cielo deram positivo para a substância proibida furosemida. A punição para Vinicius Waked, porém, foi diferente. O nadador, que foi suspenso anteriormente por dois meses em outro caso de doping, recebeu uma pena de um ano.
Os três brasileiros não vão competir em Xangai. Santos e Barbosa perderam as marcas por causa do doping. Já Waked nunca teve índice para o Mundial.
Os quatro nadadores foram flagrados em exames realizados durante a disputa do Troféu Maria Lenk, no início de maio, no Rio de Janeiro, quando o mesmo diurético proibido foi detectado em seus organismos. Eles alegaram inocência, dizendo que consumiram a substância em um lote contaminado de um suplemento alimentar que usam regularmente.
Em julgamento realizado no dia 1.º de julho pela CBDA, os quatro nadadores levaram apenas uma advertência, sem qualquer suspensão. "Não foi identificada culpa ou negligência" dos atletas, justificou a entidade, que também decidiu anular todos os resultados obtidos por eles no Troféu Maria Lenk.
Mas a Federação Internacional de Natação (Fina) não concordou com a decisão da CBDA e decidiu entrar com recurso na CAS, a instância máxima da justiça desportiva. Diante do interesse de todas as partes envolvidas, por causa da disputa do Mundial, o julgamento do caso foi realizado em tempo recorde, com a audiência na última quarta, em Xangai.
O veredito da corte também foi comemorado por Coaracy Nunes Filho, presidente da CBDA. "Estou muito contente e mais ainda porque foi respaldada a decisão do painel da CBDA. Isso nos deu uma grande satisfação porque nos deu a certeza de que agimos com absoluta correção. Nós já sabíamos que os atletas eram absolutamente inocentes. Esperamos que o Cielo possa ganhar medalhas neste campeonato mundial", disse.



