
Um exemplo a ser seguido no Atlético. É desta forma que os campeões brasileiros da Série B em 1995 veem a última vez que o Furacão passou pela Segundona. Uma campanha que serve como inspiração para 2012.
Segundo os ex-jogadores Leomar, Ricardo Pinto e Alex Lopes, o diferencial para aquele ano vitorioso foi a união e o comprometimento do elenco. Palavras já gastas no futebol, mas que os três garantem realmente funcionar.
"O grupo se fechou. Lógico que tinha discussão dentro de campo, mas não desavença. Pode se tirar uma boa lição", garante o ex-volante Leomar, hoje empresário de jogadores.
Para Alex Lopes, companheiro de marcação dele no meio de campo, o sucesso passou também pelo envolvimento dos jogadores fora do gramado. "Éramos bem unidos, um ia na casa do outro. Isso é amizade", conta o também amigo da famosa dupla de ataque Paulo Rink e Oséas, que atualmente trabalha na comissão técnica atleticana como observador técnico.
"Toda segunda-feira a gente fazia um churrasco. Nós tínhamos prazer de tomar uma cerveja, conversar. Hoje está mais comercial", completou o ex-goleiro Ricardo Pinto, treinador desempregado e dono de uma escolinha de futebol.
O acerto administrativo é outro ponto apontado por eles como fundamental para a campanha. "Mudou a diretoria, eles fizeram uma reformulação, acertaram nas contratações. O que faz ter rendimento dentro de campo é o que se faz fora dele", argumenta Leomar.
"O Atlético conseguiu montar um grupo que acreditava na diretoria e no clube. Todos tinham certeza de que iam receber o que estava prometido", lembra Ricardo Pinto. "A palavra era comprometimento. Um olhava para o outro e sabia que o objetivo de todos era subir para a Série A", completa Alex Lopes.
De acordo com o ex-volante, os jogadores que atuarem pelo Atlético no ano que vem terão uma vida mais fácil do que o time de 1995. "Era muito mais difícil. Podíamos fazer a melhor campanha e perder nas oitavas de final. Hoje, se manter uma regularidade, vai subir", diz, apostando que o acesso virá se o Furacão montar um time forte já para o Paranaense e depois contratar algumas peças para a Série B.
Ricardo Pinto faz outra ponderação fundamental: será a hora de a raça atleticana aparecer. "O grupo tinha consciência de que estava na Série B e tinha de ralar para sair de lá. Tem de ser um time bom, mas com pegada, e que viva a Segunda Divisão no todo", ensina.



