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Paranaense

Líder com boa vantagem, Geninho dispensa show

Treinador desdenha dos críticos, que dizem que o Atlético vence, mas não convence: “Imagina o que vão dizer das outras equipes”

Valencia disputa a jogada com o paranista Osmar: a presença de Jairo acabou com a sobrecarga sobre o volante colombiano. | Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo
Valencia disputa a jogada com o paranista Osmar: a presença de Jairo acabou com a sobrecarga sobre o volante colombiano. (Foto: Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo)

"Não precisamos dar show para ganhar o campeonato". Com essa frase o técnico Geninho resume não só a vitória do Atlético sobre o Paraná, 2 a 1, ontem, na Arena, como também toda a participação rubro-negra até agora no Estadual.

Líder isolado e invicto (18 pontos, mas com um jogo a mais do que o Coritiba, que tem 14), o Furacão ainda gera muita desconfiança. Porém, o treinador alerta que o torcedor não verá sua equipe mostrando um futebol vistoso.

"Estamos em uma competição de resultados e jogamos pelos resultados. Se acham que o Atlético não está convencendo, imagina o que vão dizer das outras equipes. Todas estão atrás de nós", comparou.

Entretanto, nem mesmo Geninho acha que seus comandados estão rendendo tudo o que podem por ora. Para o ídolo dos atleticanos, o ápice do time só virá quando uma equipe titular for efetivamente definida. Até o jogo com o Iguaçu, quarta-feira, em União da Vitória, o elenco está passando pelo que o técnico chama de fase de observações. O zagueiro Rafael Santos e o volante Jairo ganharam uma chance, ontem, dentro desse critério.

"Das alterações que fiz para enfrentar o Paraná, só o Márcio Azevedo ganhou a posição em treinamento", revela o comandante, sobre o camisa 6 que desbancou Netinho.

No teste realizado ante o Tricolor, os jogadores foram aprovados com louvor. Com dois volante fixos pela primeira vez em 2009 (Jairo foi o companheiro de Valencia), a parte ofensiva fluiu bem mais.

"A função dos volantes é mesmo essa. Temos de marcar para dar mais liberdade aos alas e ao Ferreira", avaliou Jairo.

"Acho que contra uma equipe que também veio para jogar, convencemos. Não é preconceito contra as equipes menores, mas acontece um menosprezo natural do ser humano. Já hoje (ontem), pelo psicológico de um clássico, entramos mais ligados", disse Rafael Moura, aliviado pelo triunfo após os empates com Toledo e Nacional.

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