
A sigla WR, aquela que aparece na televisão após a quebra de um recorde mundial, dificilmente dará as caras durante as provas da natação nos Jogos de Londres.
A enxurrada de recordes em Pequim-2008 (20) e nas competições oficiais de 2009 (33) empacou após a proibição dos supermaiôs, os principais responsáveis pelos baixos tempos. Sem eles desde o início de 2010, apenas dois recordes mundiais foram batidos 200 m medley masculino e 1.500 m livres, também entre os homens.
Esse cenário negativo obrigará os atletas a terem uma performance além de extraordinária para quebrar, quem sabe, dois ou três recordes mundiais na piscina do Centro Aquático de Londres.
O fim dos supermaiôs afetou em cheio o nadador mais rápido do mundo: o brasileiro Cesar Cielo. Os dois recordes mundiais dele, nos 50 m livres e nos 100 m livres, foram alcançados em 2009, ainda com a veste tecnológica. De lá para cá, ele perdeu centésimos de segundo em ambas as provas. De 20s91 para 21s38 e de 46s91 para 47s84, respectivamente.
Os fabricantes de materiais esportivos têm tentado criar peças, em especial as superbermudas, para de alguma forma reconquistar os centésimos de segundo. Mas o que pode mesmo fazer a diferença são as técnicas de treinamento, cada vez mais apuradas com o apoio da ciência, que vão desde a alimentação até o uso de câmeras de vídeo para acertar pequenos detalhes que passam despercebidos ao olho humano.
Essa preparação tem funcionado para Cielo. Aos poucos ele vem baixando os tempos nos 50 m livres. Mas, mesmo assim, a expectativa é de que ele não consiga alcançar em Londres a melhor marca da carreira.
O técnico do nadador, Alberto Silva, prevê um tempo entre 20s90 e 21s03 nos 50 m livres. De qualquer forma, se nadar nesse intervalo, tem grandes chances de conseguir outro ouro olímpico.



