
Antônio Lopes inicia hoje, na partida do Atlético contra o Toledo, às 16h50, no interior do estado, a caminhada que pode torná-lo o único treinador campeão paranaense pelos três principais times do estado. Feito e tanto, que mexe com o orgulho do Delegado, normalmente avesso a badalações, vencedor de dois Regionais 1996 (Paraná) e 2004 (Coritiba). "Todo mundo tem sua vaidade, de procurar sempre o máximo, o melhor. Seria ótimo alcançar três títulos aqui, dirigindo os grandes times do Paraná em momentos distintos", enfatiza o técnico, 68 anos e 12 voltas olímpicas como treinador no currículo (considerando apenas campeonatos importantes).
Há ainda um outro aspecto, que torna a marca, se conquistada na atual edição do Estadual, ainda mais relevante: Lopes completa 30 anos de carreira em 2010. "É a primeira vez que eu vou disputar um campeonato paranaense pelo Atlético. Trabalhei em um pelo Paraná e em dois pelo Coritiba. Naturalmente que a gente fica pensando nisso. Seria ótimo se o Atlético conseguir o título sob a minha direção", afirma, acrescentando na sequência: "Mas tenho consciência de que a parada é difícil".
O primeiro clube de Lopes foi o modesto Olaria, do Rio de Janeiro, em 1980. De lá, rodou por outros 20 times, além das seleções do Kuwait e da Costa do Marfim (manager). Trabalhou também com Luiz Felipe Scolari, participando da comissão técnica que ganhou o quinto título mundial da seleção brasileira, em 2002, no Japão/Coreia do Sul. Antes, exerceu as funções de auxiliar e preparador físico no Vasco.
"Toledo é longe (543 km)? Tem de ir de ônibus? Estou acostumado. Imagina como era no Olaria, no começo da minha carreira", diz, rindo, durante uma das diversas brincadeiras que fez com os jornalistas nos primeiros dias de trabalho da temporada.
O favoritismo que acompanha o Rubro-Negro por causa dos insucessos recentes dos rivais não mexe com o treinador. Lopes evita o rótulo. "Não tem nada disso. Não existe favoritismo em futebol e em lugar algum do mundo. Estamos em igualdade de condições com os outros (em referência a Coritiba e Paraná) e abaixo daquelas equipes que estão treinando desde novembro", ressalta, abusando da precaução.
Para tentar amenizar o efeito do curto período de preparação, o Delegado optou por uma escalação alternativa para a estreia no Paranaense. Com o departamento médico cheio, jogam os melhores fisicamente. Formação que terá oito atletas oriundos da categoria de base e os "forasteiros" Márcio Azevedo, Paulo Baier e Wallyson. "Nas primeiras rodadas não vamos poder exigir muito da rapaziada. Mas acho que esse pessoal pode responder presente", diz.
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Ao vivo
Toledo x Atlético, às 16h50, na RPC TV, no PFC e no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes).
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Em Toledo
Toledo
Gottardi; Renato Mello, Glauco e Bill; Edson Mendes, Renato Gaúcho, Tobias, Leandro Bocão e Alemão; Andrade e Jessé.
Técnico: Agenor Piccinin.
Atlético
Neto; Manoel, Rhodolfo e Bruno Costa; Raul, Renan, Chico, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Wallyson e Patrick.
Técnico: Antônio Lopes.
Estádio: 14 de Dezembro. Horário: 16h50. Árbitro: Héber Roberto Lopes. Auxs.: Aparecido Donizetti Santana e Rafael Trombetta.



