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Brasileiro

Lopes dá o caminho para calar o Maracanã

Criado no “maior do mundo”, Delegado arma estratégia para segurar o embalo do Fluminense e voltar do Rio com o Atlético livre da degola

O técnico Antonio Lopes garante que a gurizada atleticana está experiente o bastante para suportar o público de 80 mil pessoas esperado para o Maracanã | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
O técnico Antonio Lopes garante que a gurizada atleticana está experiente o bastante para suportar o público de 80 mil pessoas esperado para o Maracanã (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)
Veja a formação técnica dos times |

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Veja a formação técnica dos times

Um Maracanã lotado com mais de 80 mil pessoas e um Flumi­nense empolgado por cinco vitórias seguidas. As adversidades que o Atlético enfrentará hoje, às 19h30, no Rio, já são muito co­­­nhecidas pelo experiente técnico Antônio Lopes.

Aos 68 anos, carioca, o Dele­­gado sabe muito bem como é enfrentar o principal estádio do futebol brasileiro repleto de torcedores. Sabe tanto que nem se assusta com a natural pressão que virá das arquibancadas.

"O Maracanã é neutro. O campo é grande e a arquibancada fica bem longe dos jogadores", afirma o treinador, sem medo do local onde o Fluminense bateu os ponteiros Palmeiras e Atlético-MG nas suas partidas mais recentes como mandante. "A gurizada já está bem experiente. Todo mundo já jogou em estádios grandes como Mineirão, Morumbi e Cou­­to Pereira com torcida contra", minimiza o técnico.

No entanto, no próprio elenco da Baixada há quem se mostre receoso com a situação. O zagueiro Éverton – substituto de Bruno Costa, que viajou com a delegação apesar de uma contusão no tornozelo direito – vai se apoiar nos mais experientes para não fraquejar no "maior do mundo".

"Temos vários jogadores acostumados com essas partidas e com essa pressão de estádio cheio. Vamos conversar muito com eles", admite o defensor. "Tomara que não tenha nem 70 e nem 80 mil. Tomará que tenha 90 mil e que venham para cima da gente mesmo. Não podemos ter medo", afirma o lateral-direito Nei, autor do seu primeiro gol pelo clube em um empate frente ao Fluminense, por 1 a 1, no Maracanã, pela Copa do Brasil de 2007.

Sete pontos atrás do Furacão na classificação (tem 36 contra 43 dos paranaenses), o Tricolor das La­­ranjeiras deve se atirar para ci­­ma dos visitantes. Pelo menos essa é a aposta dos atleticanos, que desejam explorar esse desespero para conseguir o resultado.

Se vencer, o Rubro-Negro es­­­panta definitivamente o risco de ser rebaixado. Entretanto, se perder, mantém o Fluminense vivo e deixa para as três rodadas finais a obrigação de se garantir na Pri­­meira Divisão.

"Não podemos arriscar. Por isso vamos em busca de pontos lá", avisa o zagueiro Rhodolfo. "Fomos obrigados a assistir o último jogo deles (contra o Cerro Por­teño, pela Sul-Americana, quarta-feira) para saber tudo da equipe deles. Mas no Brasileiro todos já se conhecem. É um jogo muito importante para nós", reforça Nei.

Com Marcinho suspenso, Wes­­ley deve ser adiantado ao ataque ao lado de Wallyson. O garoto Marcelo participou de parte dos coletivos da semana e deve ser novidade no banco. Na ala-es­­querda, a tendência é que Alex Sandro retome a titularidade, com Márcio Azevedo voltando de lesão ficando na reserva.

O Flu está há dez jogos sem perder, não sofreu gol nos três últimos e está sem desfalques para o jogo de hoje.

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Fluminense x Atlético, às 19h30, no SporTV e no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes).

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