O brasileiro Lucas di Grassi, que fez testes com a Honda em novembro, afirmou nesta quinta-feira que sabia da situação financeira da equipe desde que participou dos treinamentos em Barcelona. Na época, ele era cotado para assumir uma vaga na escuderia, ao lado de Bruno Senna.
"Já sabia que as coisas não estavam indo muito bem", afirmou Di Grassi. Terceiro colocado na temporada da GP2, o brasileiro revelou que a equipe sairá mesmo da Fórmula 1. Ele disse que soube "há alguns dias" que o time estava perto de fechar as portas. O anúncio oficial deve ser feito nesta sexta-feira.
A confirmação da saída da Honda deve causar impacto imediato nos bastidores da categoria. Dirigentes da importância de Nick Fry e Ross Brawn ficarão disponíveis no mercado, assim como o inglês Jenson Button. Todos tinham contrato assinado para a próxima temporada.
Para os brasileiros que disputavam uma posição na escuderia, a notícia também trará novidades. Os testes do time na próxima semana, em Jerez de la Frontera, estão suspensos. E a Fórmula 1 só voltará a ter 20 carros no grid caso apareça um comprador até o fim deste ano.
Assim, o mercado de pilotos, que tinha três vagas - uma na Honda e duas na Toro Rosso - passa a ter apenas duas, as da equipe satélite da Red Bull. Os favoritos são o suíço Sebastien Buemi, o japonês Takuma Sato e o francês Sebastien Bourdais.
Com o fato novo, Bruno Senna e Rubens Barrichello também devem bater a porta do austríaco Dietrich Mateschitz. As chances de Senna são maiores porque, além da Toro Rosso, ele tem patrocinadores que poderiam garantir uma vaga em uma possível escuderia compradora da Honda.
Di Grassi, que já estava praticamente fora da briga por uma vaga na equipe japonesa, agora avalia opções em outras categorias. "Não sei ainda, estou vendo possibilidades na GP2, DTM (Campeonato Alemão de Turismo), Indy e LMP1 (Le Mans Series).
Na GP2, onde já foi vice-campeão em 2007 e terceiro colocado neste ano, Lucas diz ter espaço em praticamente todas as equipes. Mesmo assim, ainda terá de negociar um cockpit caso opte por continuar na categoria escola. "O problema é dinheiro. Em algumas equipes eles pedem", afirmou.
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