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Lutas

José Aldo põe em jogo último cinturão do país

Após a queda de Anderson Silva, amazonense é o único campeão oficial do país. Ele tenta manter o título contra Chan Sung Jung

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Desde 2006, quando Ander­son Silva conquistou o cinturão dos médios (até 84 kg) do UFC, o Brasil sempre ostentou pelo menos um título do campeonato. Hoje, no UFC 163, no Rio de Janeiro, o país colocará em jogo seu último cinturão 'oficial' quando o amazonense José Aldo enfrentar o sul-coreano Chan Sung Jung, conhecido como Zumbi Coreano.

Após a queda de Spider para o norte-americano Chris Weidman, no mês passado, os brasileiros passaram a ter dois campeões no torneio. Um deles, o potiguar Renan Barão, contudo, é interino. Ou seja, terá de derrotar o americano Dominick Cruz, que está lesionado, para ser considerado o verdadeiro rei da categoria.

Assim, a responsabilidade de manter os inventores das artes marciais mistas (MMA) entre os melhores do mundo recai sobre o peso-mosca (até 66 kg) Aldo. "Sempre tento tirar a responsabilidade que colocam nos meus ombros por eu ser o campeão", esquiva-se o lutador de 26 anos, dono de um cartel com 22 vitórias e apenas um revés.

"Não me coloco pressão extra por conta dessas coisas, só me preocupo com minha carreira, comigo mesmo. Eles são outras pessoas, não sinto pressão a mais porque o Anderson perdeu o título", completa.

Entre os atuais campeões do UFC [veja o infográfi­­co abaixo] estão os americanos Cain Velásquez, Jon Jones, Chris Weid­­man, Benson Hen­­derson, Dominick Cruz e Demetrious Johnson, além de Ronda Rou­­sey, primeira vencedora entre as mulheres. Ao lado de Aldo, o canadense Georges St. Pierre é exceção em um mar de atletas dos Estados Unidos.

Até a virada do ano, o Bra­­sil também tinha, além de Anderson Silva, o catarinense Junior Cigano no rol de campeões, o que dava ao país três conquistas oficiais. "O Brasil perdeu dois cinturões, mas acredito que vai recuperá-los", reitera Aldo.

O paranaense Maurício Shogun Rua e o paraense Lyot­­o Machida também fizeram parte da lista entre 2009 e 2011. Aliás, foi o curitibano quem roubou a cinta do compatriota, que estreia hoje no Rio diante do americano Phil Davis, na segunda luta principal do evento.

O vencedor do combate en­­tre meio-pesados (até 93 kg) é forte candidato a se tornar o próximo desafiante, já que ambos vêm de dois triunfos consecutivos.

Clique aqui e confira o infográfico em tamanho maior

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