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Atletismo

Maioria, amadores buscam a realização na São Silvestre

Sem ambição de vencer a tradicional prova, corredores de rua desafiam hoje os 15 km na capital paulista

O mineiro Franck Caldeira (à esquerda) e o baiano Giomar Pereira brincam na coletiva de imprensa oficial da 85ª Corrida de São Silvestre | Sérgio Shibuya/ZDL
O mineiro Franck Caldeira (à esquerda) e o baiano Giomar Pereira brincam na coletiva de imprensa oficial da 85ª Corrida de São Silvestre (Foto: Sérgio Shibuya/ZDL)

A corrida de São Silvestre, que ocorre hoje à tarde, em São Paulo, não é "apenas" oportunidade de consagração esportiva para atletas profissionais. Há outro lado, igualmente significativo, que passa bem longe do pódio. Para a imensa maioria dos mais de 20 mil participantes, esta quinta-feira é dia de marcar, definitivamente, a história pessoal.

"Participar da São Silvestre é um capítulo importante para todo mundo que gosta de corrida", conta Rosângela de Fátima Fi­­delis, curitibana de 40 anos. A servidora pública fará a sua es­­trei­a no evento para, finalmente, responder afirmativamente a pergunta que cansou de escutar: "Você vai participar da São Sil­­vestre?".

Diferentemente de João Stresser, também nascido na capital, com 53 anos. No ano passado, o bancário realizou o feito de­­sejado por dez entre dez adeptos da modalidade. "É uma tradição, sempre é legal correr. Todo mundo, mesmo quem não pratica o esporte, conhece a fama da São Silvestre ", diz.

Assim, o forte calor costumeiro no horário da corrida e o gigantesco aperto na hora da largada deixam de ser incômodos para entrar no "pacote histórico". Até mesmo o fato de o evento acontecer no último dia do ano, horas antes do réveillon.

"Vou no dia 31 mesmo (hoje), desço no Aeroporto de Guarulhos, faço a corrida, vou para Cumbica (Aeroporto) e pretendo chegar em casa às 22 horas para a virada ao lado da família", conta Stresser. Em 2009, ele teve de curtir a passagem de ano ao lado dos colegas.

Embora participar seja mesmo o objetivo da dupla, como bons corredores amadores, há também um tempo a ser perseguido. Rosângela, que aderiu ao esporte há três anos, em virtude de um problema de saúde, ainda está iniciando nas provas de 15 km. "Se eu fizer em 1h45min vai ser ótimo".

Stresser, por sua vez, é bem mais experiente – já disputou as maratonas de Buenos Aires e Nova Iorque, além de ter sido atleta de mountain bike. "Minha intenção é fazer em, no máximo, 1h07min. São seis minutos a menos do que marquei da outra vez", revela.

Somente para se ter uma ideia da diferença deles em relação ao pelotão de elite, o queniano Paul Tergat cravou, em 1995, o tempo de 43min12, recorde masculino que dura até hoje, 85.ª edição da São Silvestre. No feminino, a melhor marca é de Helen Ki­­mayio, também do Quênia, com 50min26, em 1993.

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Serviço

A 85ª São Silvestre inicia às 14h45 (horário de Brasília), com a largada dos cadeirantes e hand cycle masculino e feminino. Cinco minutos depois, saem as demais categorias de atleta com deficiências. A elite feminina larga às 16h30 e a masculina às 16h47, assim como o público em geral. O evento tem transmissão pela RPC TV.

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