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Fórmula 1

Malásia abriga corrida imprevisível

Apesar do favoritismo da Brawn GP, fatores como o clima, a degradação dos pneus e o sistema Kers prometem dar emoção extra à segunda prova do ano

O brasileiro Felipe Massa fez o segundo melhor tempo nos treinos, ficando atrás apenas de Kimi Raikkonen | David Loh/Reuters
O brasileiro Felipe Massa fez o segundo melhor tempo nos treinos, ficando atrás apenas de Kimi Raikkonen (Foto: David Loh/Reuters)
Confira o GP da Malásia |

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Confira o GP da Malásia

Kuala Lumpur - Se na Austrália, no último fim de semana, as muitas variáveis da prova tornaram o resultado completamente imprevisível, apesar do favoritismo dos pilotos da Brawn GP, na Malásia há ainda mais fatores capazes de gerar surpresas. Um exemplo claro é a meteorologia, que prevê 60% de possibilidade de chuva durante as 56 voltas no seletivo e veloz traçado de 5.543 metros do circuito de Sepang. A prova está prevista para a 6 horas de amanhã.

Mas o clima não é o único diferencial da prova da Malásia. Diferentemente do que aconteceu no GP da Austrália, os treinos livres em Sepang mostraram que o inglês Jenson Button e o brasileiro Rubens Barrichello, os dois pilotos da Brawn GP que fizeram dobradinha em Melbourne, podem enfrentar maior resistência desta vez. Os dois representantes da Ferrari – o também brasileiro Felipe Massa e o finlandês Kimi Raikkonen –, além dos alemães Sebastian Vettel (Red Bull) e Nico Rosberg (Williams), parecem estar na luta pela vitória.

Como em Melbourne, os pneus podem definir o vencedor da segunda corrida do ano. Os do tipo mole demonstraram elevada degradação no asfalto abrasivo de quase 50 graus de Sepang e até os duros exigiram dos pilotos cuidados no uso para não perderem desempenho rapidamente. Além de os diferentes tipos de pneus apresentarem distintos e elevados níveis de aderência, outra novidade neste ano é a possibilidade de usar o sistema de recuperação de energia (Kers)

Button e Rubinho, que não dispõem do Kers, já avisaram que será quase impossível defender-se de um ataque dos pilotos que possuem o dispositivo em seus carros, por causa do trecho de 450 metros de reta depois da largada. "Eles comandam o Kers, o que lhes dará cerca de 80 cavalos a mais de potência, ganham maior velocidade na reta", prevê o brasileiro da Brawn GP, que perdeu cinco posições no grid por causa da substituição do câmbio de seu carro. O regulamento da F-1 estabelece que a caixa de câmbio deva ser a mesma em quatro provas seguidas.

O mesmo estado de espírito vive Felipe Massa. "Sabíamos que nossa equipe poderia se dar bem aqui em Sepang, mas não esperava um carro tão bom", admitiu o brasileiro da Ferrari, dono do segundo melhor tempo do dia, atrás apenas de seu companheiro Kimi Raikkonen.

Desafeto declarado de Hamilton, Fernando Alonso não se omitiu de comentar a pena dada inglês pelo ocorrido no GP da Austrália (veja matéria ao lado). "Não me surpreende, eles já mentiram outras vezes para os comissários, a punição foi mais que justa", afirmou o piloto espanhol da Renault, que já trabalhou com o rival na McLaren.

Ao vivo

GP da Malásia, amanhã às 6 horas, na RPC TV

Confira o grid de largada na página de Esportes e o quiz sobre Rubens Barrichello.

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