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Paulo Baier | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Paulo Baier| Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo

Atleticanas

Balanço

O Conselho Deliberativo do Atlético vai apresentar amanhã, às 18h30, na Arena, o relatório anual da administração relativo às contas de 2010. Os números serão apresentados pela Diretoria Executiva do clube aos conselheiros.O balanço traz informações sobre todos os ativos e passivos do clube, assim como dados de fluxo de caixa e variação patrimonial, inclusive valores de transferências de jogadores. Serão conhecidos também os custos reais relacionados às recentes obras na Arena, principalmente o setor da Brasílio Itiberê, que teve a primeira fase finalizada no ano passado. O assunto Copa 2014 também deve entrar na pauta.

Alviverdes

Segurança

Caso o Coxa derrote ou empate com o Atlético hoje, vai receber a taça de campeão paranaense sem dar a volta olímpica no estádio do rival. A orientação partiu do vice-presidente alviverde, Vilson Ribeiro de Andrade, que quer evitar qualquer pretexto para possíveis confusões entre torcedores.

Tcheco

O experiente meia, reserva na atual formação do técnico Marcelo Oliveira, pode conquistar hoje o seu segundo título paranaense invicto, caso o Alviverde não perca para o Atlético. Tcheco ergueu a taça sem perder nenhuma partida em 2003, também pelo Coritiba, em uma decisão contra o Paranavaí.

Desde que assumiu o Furacão, o presidente do Atlético, Marcos Malucelli, não tem boas recordações quando o assunto é Atletiba. Dos sete jogos que ocorreram desde o começo da sua gestão, em 2009, o time não conseguiu nenhuma vitória. Algo que o dirigente, cujo mandato termina no fim do ano, garante ser "irrelevante".

"Isto eu acho bobagem. Minha gestão não é feita de Atletibas e sim de resultados no final do ano", afirmou o mandatário rubro-negro, fazendo questão de ressaltar que a sua administração precisa ser avaliada também "pelo que foi feito fora das quatro linhas", como as questões financeiras e a ampliação da Arena (setor Brasílio Itiberê).

No entanto, apesar do discurso, o retrospecto no clássico pesa. No Couto Pereira foram três derrotas e um empate. Já na Arena houve dois confrontos sem vencedor e um revés – e este foi por 4 a 2 em 2009, o mesmo resultado do primeiro confronto deste ano.

"Todos os jogos que nós perdemos eu fico chateado. O Atletiba mais ainda, é claro. Mas isto não me leva a cair em depressão ou mesmo ficar com o sentimento de culpa", garantiu ele. O dirigente de­­monstrou não dar muita im­­portância ao derby paranaense.

"O Atlético é muito grande para ficar restrito a um clássico local. Se fosse um jogo contra o São Paulo ou o Flamengo, tudo bem, uma coisa em nível nacional. Mas em nível local, isso não tem maior ressonância", disse Malucelli.

A inferioridade rubro-negra desde 2009 – sendo que o tabu sem vitórias atleticanas é mais antigo, de maio de 2008 (1.085 dias) – é demonstrada também no número de gols. Enquanto o Furacão marcou sete vezes, o Alviverde balançou a rede o dobro de vezes.

No entanto, o presidente rubro-negro lembra que ele não entra em campo. "Eu não jogo Atletiba, quem joga é o Atlético. Eu não tenho uma disputa paralela com o presidente do Coritiba ou do Paraná", ironizou.

Por fim, questionado se uma vitória hoje poderia ter o gosto de uma conquista de campeonato por decretar o fim da invencibilidade coxa-branca na temporada, o maior dirigente rubro-negro foi sincero.

"Claro que não. Valor de título tem o próprio título", resumiu. "O mais relevante é ser campeão. O Coritiba pode perder para nós no domingo [hoje] e ser campeão no fim de semana seguinte. Acho isto muito mais importante", completou.

Além do confronto de hoje, caso o Furacão não vença o segundo turno e as equipes não se encontrem na final do Estadual, restará ainda dois Atletibas pelo Brasileiro e um possível encontro na final da Copa do Brasil antes do fim da gestão Malucelli.

Personagem

Rubro-Negro confia na bola parada

Tanto o Atlético quanto o Coritiba têm armas secretas que serão fundamentais na partida de hoje. Mas no caso do Rubro-Negro, não é segredo nenhum de que a bola parada é o ponto forte para chegar ao gol, principalmente quando sai dos pés do artilheiro da equipe no ano, Paulo Baier.

"[A bola parada] vem fazendo a diferença. O Atlético tem que aproveitar isso, que vem dando certo e é uma opção de jogo. Importante mesmo é fazer o gol e vencer. Se tiver oportunidade, vou caprichar para fazer", disse Baier, que acredita que o duelo com o goleiro Édson Bastos vai ser bacana.

"O Édson me conhece há muito tempo. De repente faço um golzinho nele", completa. (GR)

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