
A esperança do Atlético de escapar do rebaixamento para a Segunda Divisão está debruçada na história. Em uma história não tão distante assim: o Brasileiro de 2008. Naquele ano o Rubro-Negro, mesmo aos trancos e barrancos, se salvou da degola na última partida, contra o Flamengo.
E A fórmula de sucesso, ancorada na participação ativa do atual presidente do clube, Marcos Malucelli, será repetida agora. Conforme apurou a reportagem da Gazeta do Povo, o mandatário atleticano, personagem central de três anos atrás, vai se envolver mais com o futebol já a partir desta semana ainda que não goze da mesma simpatia do passado com boa parte da torcida.
Motivado pela suspensão do diretor de futebol Alfredo Ibiapina (invadiu o gramado no jogo com o Palmeiras, no dia 7 de setembro, e pegou gancho de 140 dias), Malucelli deixará um pouco à margem as atribuições administrativas para cuidar mais de perto dos jogadores e da comissão técnica.
Praticamente um repeteco de 2008, quando saiu do quase anonimato em um cargo burocrático para ser o número 1 do futebol no clube. Na época, partiu de diretor jurídico para vice-presidente de futebol, curiosamente com o aval do então presidente João Augusto Fleury da Rocha e do presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia, que assumiram equívocos na condução do futebol.
Despencando na tabela, o time chegou a estar na 18.ª colocação após ser goleado pelo Goiás por 4 a 0, na 24.ª rodada de 2008. Com Malucelli no comando do futebol, conseguiu se recuperar. Nos 14 jogos restantes, alcançou 22 pontos, um a menos do que nas 25 partidas anteriores.
Os primeiros atos da gestão MM foram a demissão de Mário Sérgio e o retorno de Geninho ao banco de reservas. Além disso, ele despediu o então diretor de futebol Edinho Nazareth.
É nesse retrospecto, dentro e fora de campo, que o Atlético se espelha para fugir da degola. O próprio exemplo anterior será utilizado como motivação para que os jogadores se conscientizem de que é possível escapar o time precisa de pelo menos 21 pontos, de acordo com a matemática mais otimista. Procurado pela reportagem, Malucelli não foi localizado.




