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Seleção

Mano quer Gaúcho municiando o ataque

Jogador do Milan volta ao time depois de uma longa ausência e enfrenta a Argentina como principal peça do meio de campo brasileiro

 | Karim Jaafar/AFP
(Foto: Karim Jaafar/AFP)

Doha - O primeiro grande teste de Ma­­no Menezes como técnico da se­­leção – o jogo de amanhã, entre Brasil e Argentina, em Doha, no Catar –, vai começar a definir o perfil do time que disputará ano que vem a 43.ª edição da Copa Amé­­rica, na Argentina. Mano quer, sobretudo, avaliar co­­mo cada um dos jovens convocados vai se comportar antes e durante o clássico.

Os jogos anteriores, contra EUA, Irã e Ucrânia, deram ao técnico apenas uma ideia superficial do potencial da equipe, mas ele mes­­mo insistiu com a cúpula da Confederação Brasileira de Fu­­tebol (CBF) que a seleção deveria enfrentar um grande adversário ainda este ano.

O confronto com a Argentina, analisado pelo aspecto técnico, atende à solicitação de Mano e deve agradar aos torcedores das duas equipes. Já o local da partida, o Catar, está diretamente relacionado a interesses da CBF com o país que deve ser sede da Copa do Mundo de 2020.

Dos 23 convocados, houve duas baixas: Alexandre Pato e o lateral-direito Rafael. Contun­­didos, eles foram cortados do grupo. Mano preferiu não chamar nin­­guém para substituí-los. A atração da seleção para enfrentar o time de Messi é Ronaldinho Gaú­­cho, que volta à equipe depois de uma longa ausência – estava fora desde abril de 2009.

Ontem, Ronaldinho Gaúcho e Robinho se atrasaram na apresentação do grupo em Doha e só participaram do segundo treinamento da equipe. Hoje, eles devem rea­­­­lizar normalmente a atividade no local da partida, o Khalifa Inter­­na­­tional Sta­­dium.

Mano já deixou claro que sua opção por Ronaldinho tem o objetivo de dar mais consistência nas jogadas entre o meio de campo e o ataque. Com Ronaldinho, ele diz acreditar que a bola chegará com facilidade aos homens de frente. "Tenho uma noção muito clara de que ele está chegando neste mo­­mento para agregar", declarou o técnico. Para ele, Ronaldinho po­­de recuperar o futebol mágico que o consagrou quando atuava pelo Barcelona. Mas com uma ressalva. "Ele não vai ser sempre o jogador que vai pegar a bola e de­­cidir todas as partidas. Torcedor gosta de jogada plástica. Nós, técnicos, gostamos disso, mas também gostamos de produção."

O desenho do técnico para o clássico previa a utilização da du­­pla de ataque que ele considera a melhor até o momento e é formada por Robinho e Alexandre Pato. A contusão do jogador do Milan frustrou um pouco o treinador, que deixou fora da lista o atacante Nilmar.

Na chegada da delegação ao hotel em Doha, Neymar, do San­­tos, foi quem mais chamou a atenção. O jogador não participou das duas vitórias contra Irã e Ucrânia por causa de problemas disciplinares no clube. Foi perdoado e reintegrado à seleção.

Para o amistoso com a Argen­­tina, Mano levou o meia Douglas, de 20 anos, convocado pela primeira vez. O atleta do Grêmio de­­ve entrar no decorrer do jogo.

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