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2008

Manual de sobrevivência

Clubes que voltaram à Série A dão dicas para o Coxa esticar permanência na elite

Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar | Roberto Custódio/JL
Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar (Foto: Roberto Custódio/JL)
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Um ano desafiador já começa a se descortinar para o Coritiba. As experiências vividas por outros clubes em seu ano de retorno à Série A dá origem a conselhos que podem ser valiosos ao Alviverde, que terá de pagar o preço por subir um degrau na hierarquia do futebol brasileiro.

O custo é alto. Nessa conta entram a concorrência com clubes de mais torcida, estrutura e aporte financeiro que os da Série B; o assédio sobre os principais jogadores; e o dinheiro minguado para reforçar o elenco. Por isso a maioria dos clubes que sobem passa por muitas dificuldades no ano do regresso.

Essa tem sido a regra, recentemente quebrada por duas exceções: o Palmeiras, que voltou em 2004, e terminou a competição em quarto; e o Grêmio, que terminou em terceiro no seu retorno à Primeira Divisão, em 2006. Ambos conseguiram vaga para a Libertadores.

No geral, são simples as receitas para não fazer feio logo na volta. "Primeiramente, deve-se fazer um diagnóstico do grupo, tendo em mente que na Série A a exigência é maior, e manter os principais jogadores e a comissão técnica, reforçando alguns setores", explica Rodrigo Caetano, diretor de futebol gremista. "Uma mudança radical é muito ruim neste momento", adverte.

De acordo com Cristiano Koehler, diretor de planejamento do Tricolor gaúcho, um clube como o Coritiba também deve tirar proveito do fortalecimento do vínculo com a torcida após a superação de uma fase difícil, como a disputa da Segunda Divisão. "E aqui isso aconteceu em função do trabalho da diretoria, que elaborou um bom plano de sócios, o que gerou mais receita e público no estádio", ressalta Koehler.

Os fracassos também geram lições. E o América-RN, lanterna do Brasileiro, tem várias a ensinar. "Se eu pudesse voltar atrás, daria oportunidade aos jovens jogadores da nossa região, que têm mais compromisso e vontade", afirma Gustavo Carvalho, presidente do Alvirubro potiguar, lamentando o tempo perdido com muitos medalhões. "Se esforçar para manter o treinador também é recomendável", completa.

O Atlético Mineiro, que neste ano perambula na parte de baixo da tabela, tem um conselho parecido com o do Grêmio. "O melhor é não se iludir com o campeonato anterior e fazer uma análise criteriosa do grupo que se tem em mãos", diz, em nota assinada em conjunto, a diretoria do Galo.

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