
O cabelo no estilo moicano é uma tentativa do lateral-direito Maranhão, apresentado ontem como reforço do Coritiba, de mascarar a timidez. O jogador de 25 anos, natural de Codó-MA, mas que surgiu para o futebol atuando no modesto Gurupi, de Tocantins, fala baixinho, quase sem fazer questão que o escutem.
Emprestado pelo Santos até o fim da temporada, ele garante que a voz de adolescente, que até hoje é chacota entre os amigos, não tem nada a ver com sua característica dentro de campo. Em vez de ser o menino acanhado, que normalmente passa despercebido, prefere se mostrar. "Pegam no pé [por causa da minha voz], mas no campo é diferente, gosto de atacar e mostrar minha qualidade", explicou ele, que brilhou no duplo acesso do Guarani à Série B, em 2008, e à Série A, no ano seguinte.
Há quase 15 dias treinando no CT da Graciosa, só agora Maranhão teve o contrato registrado na CBF e está liberado para estrear. Antes, uma forte gripe atrasou seus exames médicos e a assinatura de contrato. Contudo, ainda sem o condicionamento físico ideal, o ala-direito não ficará nem no banco de reservas na partida de amanhã contra o Arapongas.
Além de entrar em forma, o franzino atleta (1,71 m e 70 kg) terá de recuperar o tempo perdido para garantir a confiança do treinador Marcelo Oliveira e virar titular. Depois de quatro rodadas, a camisa 2 é de Jonas, outra contratação para a temporada.
"Com certeza [estou atrás na disputa pela vaga]. Tenho de trabalhar dobrado para poder jogar", declarou. "Mas jogador que não pensa em ser titular tem de parar de jogar futebol. Meu pensamento é esse. Respeito quem está na posição, mas quero conquistar meu espaço", cravou o ex-companheiro de Neymar na Vila Belmiro.
Antes de fechar com o Coritiba, Maranhão chegou a ser anunciado como reforço do Avaí, time que hoje ocupa a lanterna do Catarinense. Porém, sem acordo com o Leão da Ilha, veio parar no líder do Paranaense, onde agora pretende se encaixar como uma luva no sistema tático 3-5-2.
"Eu já tinha a possibilidade de vir para cá [Coritiba] no segundo semestre do ano passado, mas não deu certo. Quero fazer um bom ano, tanto no Paranaense quanto no Brasileiro e na Copa do Brasil. O foco tem de ser em busca de títulos", concluiu.



