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Marcos Aurélio leva frieza para o clássico

Artilheiro do Coxa, o atacante Marcos Aurélio busca o segundo título estadual na carreira | Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo
Artilheiro do Coxa, o atacante Marcos Aurélio busca o segundo título estadual na carreira (Foto: Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo)
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Nos treinos, ele é brincalhão. Puxa a fila na corrida, brinca com os colegas. Com a imprensa, é um pouco mais sisudo. Res­­ponde seriamente às perguntas, fala sempre em concentração, foco, metas. Essa frieza Marcos Aurélio vem mostrando também na hora de definir as jogadas para o Coritiba. Artilheiro da equipe com cinco gols (ao lado de Rafinha), o cuiabano de 26 anos corre atrás do seu segundo título estadual – o primeiro paranaense, já que o primeiro foi o Paulista, pelo Santos.

Atrás dessa meta, encara cada jogo da segunda fase como uma final. A começar pelo clássico de amanhã, contra o Paraná. "Não só pra mim, mas como para todos a responsabilidade cresce. Não podemos cometer os erros que cometemos contra eles", fala o atacante, relembrando que foi o Tricolor o único que conseguiu vencer o Coxa na primeira fase. Aurélio também quer fazer valer a conquista das bonificações agora, em especial o supermando: "A gente tem de impor o nosso ritmo, estamos em casa". E se o Alviverde sobrou na primeira fase, muito foi em função do desempenho do baixinho, em especial no clássico Atletiba.

Foi dele o gol que empatou o jogo na Arena e assegurou a distância de três pontos entre os rivais. "Eu gosto de jogar jogos difíceis, já provei que sou jogador de decisão", empolga-se, sem se lembrar de um detalhe: se é carrasco do ex-time, jamais marcou com a camisa coxa contra o Paraná. "Para mim seria muito importante marcar contra o Paraná. Se Deus quiser eu possa vir a marcar e a ajudar na arrancada rumo ao título", torce. Marcos Aurélio chama a responsabilidade para si no clássico de amanhã. "O fato de ser clássico mexe com o jogador. A adrenalina fica lá em cima", comenta, lembrando o principal desempenho na opinião dele: o Atletiba do Brasileiro do ano passado, quando fez o terceiro gol coxa no último minuto: 3 a 2.

Para acabar com o jejum pelo Coxa diante do Tricolor, conta com o apoio do irmão e do primo, que estão passando um período em Curitiba com ele. E repete, tal qual um mantra: "Se a gente tiver o foco que a gente teve no 1.° turno, as coisas vão facilitar pra gente". Se isso acontecer, pode ser que o baixinho do Coritiba apareça menos sisudo na próxima coletiva de imprensa.

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