
Os números do atacante Marcos Aurélio em 2011, apesar de apontarem para a melhor temporada do jogador no Alto da Glória, escondem um senão. O baixinho peca pela irregularidade. Tem sido na base do 8 ou 80: ou joga bem ou se esconde em campo.
Com 20 gols marcados sob o comando de Marcelo Oliveira, o camisa 10 ostenta média de 0,41 gol por jogo. No ano passado, com os mesmos 48 jogos, o atleta havia marcado 17 gols média de 0,35 gol/jogo. Na campanha anterior, em 60 partidas, foram 15 bolas na rede (0,25 gol/jogo).
Apesar dos números melhores, as atuações não parecem tão contundentes quanto em 2010, quando o avante sempre foi decisivo. Ele marcou na final do Paranaense, contra o Atlético, no jogo do acesso à elite, diante do Duque de Caxias, e na partida que significou o título da Série B, contra o Icasa.
"Acho um jogador muito bom tecnicamente, criativo, mas que teve uma temporada um pouco irregular. Ou foi bom demais ou um pouco mal", constata o técnico Marcelo Oliveira, que ainda lamenta não ter contado com Marcos Aurélio em plenas condições na decisão da Copa do Brasil contra o Vasco, em junho.
Para o treinador, as lesões foram decisivas para o desempenho inconstante do jogador. Ao todo, Marcos Aurélio ficou fora de 16 partidas, ou seja, 25% da temporada. "As lesões [do atacante] nos atrapalharam muito. Ele vinha em uma forma muito boa. É um jogador que precisa de cuidado especial, se cuidar, porque tecnicamente é uma raridade. Mas precisa estar bem para exercer seu potencial", avalia Oliveira.
Marcos Aurélio não quis falar com a imprensa após o treino de ontem.



