
Em dezembro de 2008, às vésperas das festas de fim do ano, o Internacional anunciava a contratação de dois jovens jogadores, apostas para o ataque. Com apenas 18 anos, Giuliano, ex-Paraná, e Marinho, vindo do Fluminense, desembarcavam em Porto Alegre com status de promessas. Três anos depois, porém, a dupla trilhou caminhos bem distintos.
Giuliano deslanchou, foi eleito o melhor jogador da Libertadores 2010, convocado para a seleção e vendido por R$ 23 milhões para o Dnipro, da Ucrânia. Marinho, por sua vez, ainda não "explodiu". Falta de uma sequência de jogos, diz. Sem espaço no Colorado, o atacante aceitou o convite para jogar justamente no Tricolor, berço do colega Giuliano.
Era a chance que esperava para, enfim, entrar em campo, dando indícios de que o rótulo de promessa não era lenda recusou uma proposta do Porto (Portugal) no início da carreira.
Com contrato em vigor com o Inter até 2014, Marinho, agora com 21 anos, é uma das prioridades da nova diretoria paranista, que quer mantê-lo para a próxima temporada. "Ele é um jogador vigoroso, competitivo, que sem a bola ajuda na marcação. Nós sabíamos que cairia nas graças do torcedor", ressaltou o técnico Guilherme Macuglia, responsável por indicá-lo ao Tricolor. "Eu quero ficar. Fui muito bem recebido", emendou o atacante.
Em cinco jogos como titular, o alagoano Marinho marcou dois gols e deu duas assistências. Valorização imediata. Por isso quer seguir em Curitiba. E, ao que tudo indica, será atendido pela direção colorada. "O Marinho é um jogador que tem potencial, que nós acreditamos, mas não está descartado um novo empréstimo. Se o nosso técnico [Dorival Júnior] não for utilizá-lo, a preferência é do Paraná", afirmou Cuca Lima, diretor de futebol do Internacional.
Enquanto não define a situação de Marinho, o Paraná anunciou a primeira renovação de contrato. O zagueiro Amarildo, titular em 12 jogos nesta Série B, assinou por um ano com o clube e permanece na Vila Capanema em 2012.



