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Felipe Massa entra na curva atrás do alemão Michael Schumacher. Segundo o brasileiro, os pneus podem ser o grande problema no equilíbrio do modelo F10 | Guillaume Baptiste/ AFP
Felipe Massa entra na curva atrás do alemão Michael Schumacher. Segundo o brasileiro, os pneus podem ser o grande problema no equilíbrio do modelo F10| Foto: Guillaume Baptiste/ AFP

Mercedes - Brawn na dúvida entre alemães

Ross Brawn, diretor técnico da Merce­­des, deve ter se perguntado depois da corrida, o que é melhor, privilegiar Michael Schumacher, aos 41 anos, ou Nico Rosberg, de 24? O fato é que a nova versão do modelo W01 funcionou para o alemão heptacampeão mundial, mas não para o compatriota, que ficou sem marcar pontos pela primeira vez na temporada.

"Eu me diverti bastante", disse o Schumacher, que manteve atrás de si Jenson Button, da McLaren, da 17ª até a última volta. "O carro se comporta mais de acordo com o que gosto, sai menos de frente", acrescentou.

Rosberg não fez questão de ser político: "Tivemos à disposição um carro com grandes mudanças, mas que para mim não funcionaram". Ele largou em 8º e terminou em 13º, pela primeira vez atrás de Schumacher, tanto na classificação como na prova.

Felipe Massa registrou tempos praticamente iguais aos de Fernando Alonso, companheiro de Ferrari, na pré-temporada. Largou na frente dele na abertura do campeonato, no Bahrein. Depois do GP da Malásia, chegou a liderar o Mundial. Mas a partir daí caiu muito de produção, na China e ontem, no Circuito da Catalunha, quando foi sexto contra a segunda colocação do espanhol. A ordem é a mesma na classificação do campeonato. Massa está empatado em sexto com o inglês Lewis Hamilton e a vice-liderança é de Alonso. "Eu já tive o carro na mão e agora não tenho mais", lamenta o brasileiro. Seus tempos vêm sendo cerca de meio segundo piores que os do espanhol. Massa afirmou ter estado 110% contente com o modelo F10 na pré-temporada e 120% no GP do Bahrein. "Hoje você pode tirar uns 100% disso", definiu, abatido.

"Nós temos ideia do que acontece, as razões de o carro estar tão diferente. Relaciona-se aos pneus e outras coisas que precisamos trabalhar", explicou. Na etapa de abertura do calendário, no circuito de Sakhir, a Bridgestone disponibilizou os pneus supermacios e os médios. Mas nas quatro seguintes – Austrália, Malásia, China e Espanha –, os macios e os duros.Na prova de Mônaco, no próximo domingo, serão os mesmos do Bahrein e a Ferrari poderá obter informações mais precisas das reações indesejadas do F10 para Massa. "Aqui em Barcelona o carro escorregava para todo lado nas curvas finais", contou.

A diferença que o separa de Alonso na classificação não o assusta: 67 a 49 pontos. "De jeito nenhum, ainda é o início do campeonato. Ele está 18 pontos na minha frente, o que equivale hoje a uma segunda colocação", argumentou. "O que preocupa é não saber ao certo os motivos de o carro se comportar de forma tão diferente do início e me causar essas dificuldades."

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