
Na súmula, o gol foi anotado para Javier Toledo. Na saída do gramado, o próprio atacante declarou ter dado uma "casquita na pelota". No vestiário, acabou cobrado por Paulo Baier sobre o que havia acontecido no lance e voltou a trás. No fim, permanece a dúvida sobre quem, efetivamente, foi o autor do gol que deu a vitória ao Atlético, ontem, por 1 a 0, sobre o Paraná.
"Estávamos mesmo conversando sobre isso depois da partida. E realmente não sei se ela (a bola) tocou em mim ou o gol foi direto do Paulo Baier. Mas o importante foi a vitória", avisou o centroavante. No lance, "la pelota" ainda bateu no zagueiro tricolor Luiz Henrique, o que também poderia caracterizar gol contra.
Se existe justiça no futebol, contudo, a interpretação do árbitro Antônio Denival de Morais está correta. Afinal, Toledo foi o melhor personagem da partida. Se no primeiro tempo suas tentativas de tabela e assistências foram barradas pela marcação paranista, na segunda etapa, a garra e vontade do jogador prevaleceu. Num lance disputado na linha de fundo, foi ele quem conseguiu o escanteio no qual saiu o gol do Atlético. E depois da vitória parcial, mesmo sozinho no meio dos zagueiros paranistas, foi o argentino quem mais trabalho deu à defesa adversária.
"Estou acostumado a jogar, mas prefiro ficar mais em contato com a bola", afirmou o atleta.
A vitória no jogo de ontem também deixou um problema sério para Leandro Niehues resolver até a partida quarta-feira, contra o Operário: quem escalar no ataque. Javier tomou o terceiro cartão amarelo e está suspenso. Bruno Mineiro saiu de maca no fim do primeiro tempo, após levar uma falta dura de Alessandro Lopes, e também deverá desfalcar a equipe ele faz exames hoje no tornozelo esquerdo. As opções do treinador atleticano são poucas: Serna, Tartá e Bruno Furlan.



