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“Enciclopédia das Copas do Mundo”: fantasia, política, tática, tudo do maior evento do futebol
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A Gazeta do Povo apresenta aos leitores textos dos integrantes da equipe de Esportes sobre os melhores livros de futebol que já leram. Relatos pessoais de viagens esportivas pela literatura. Leia e indique os seus preferidos nos comentários!

"Enciclopédia das Copas do Mundo": Os detalhes da principal competição de futebol, por Ricardo Brejinski

Demorei para começar a acompanhar futebol. Fui me interessar pelo assunto quando já tinha de nove para dez anos. E as minhas primeiras referências foram com revistas, mais precisamente a Placar. Depois é que fui me interessando em livros, principalmente os que contavam histórias do futebol ou alguma coisa em relação às táticas.

E algo que até hoje me fascina é Copa do Mundo. Ver a história, a evolução da competição, mudanças de regulamentos, retrospecto de jogos, confrontos. A partir de 1994, a primeira Copa que tenho lembrança, a memória ainda me permite de lembrar muitas coisas, mas antes disso, somente um acervo mesmo para expressar tantos detalhes.

O livro "Enciclopédia das Copas do Mundo", de Luiz Fernando Baggio, tem tudo isso. A edição que eu tenho é até a Copa de 2010, mas são números extremamente interessantes, além de pequenos detalhes de cada Copa, com resumos de jogos e definições dos grupos.

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Mais do que isso, conta a politicagem em torno dos Mundiais, como, por exemplo, as sedes das próximas edições e a expansão do número de seleções. Sem contar o contexto histórico de cada Copa.

Entender o contexto de como foi realizada cada edição nos faz entender a importância do futebol na sociedade em todos os continentes, como, por exemplo, o rei da Romênia ter convocado a seleção do seu país para 1930, quando muitos não quiseram participar. Além de, infelizmente, sendo usado para outros interesses, como na segunda edição do Mundial, em 1934, na Itália.

"No ano de 1929, Mussolini, ciente da importância que o futebol adquiria e com a intenção de capitalizar politicamente um possível triunfo da seleção italiana, encarregou seu secretário de confiança, o general Giorgio Vaccaro, de obter a qualquer preço junto à Fifa a indicação da Itália para organizar a Copa de 1934".

Ou seja, a leitura não é restrita a partidas da maior competição de futebol, está interligada a diversos outros acontecimentos. Como também a questão da mudança de sede de última hora em 1986, saindo da Colômbia, por questões financeiras, para o México, que também quase teve que desistir, por questões geográficas, pelo terremoto sofrido.

O que me desperta a atenção também em livros como esses é que eles nunca chegam ao fim. Você pode até ler todas as páginas, mas sempre poderá buscá-lo para tirar alguma dúvida. Afinal, é impossível lembrar todos os jogadores que marcaram gols em mundiais, a posição de todas as seleções em cada edição e os placares de todos jogos.

Claro que tudo isso hoje temos fácil na internet, mas talvez alguns detalhes apenas em uma pesquisa aprofundada, que nem sempre quem busca na internet tem essa paciência. Fora que a sensação de se ler em um livro é completamente diferente. Para quem gosta de números e histórias, vale a pena.

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