
Zurique - Lionel Messi ganhou pela segunda vez consecutiva o troféu de melhor jogador do mundo da Fifa. No mesmo evento, realizado ontem em Zurique, na Suíça, o Barcelona foi coroado a base da seleção mundial. Já a brasileira Marta comemorou o pentacampeonato, consolidando de vez o seu reinado como a melhor jogadora de futebol do planeta.
Na votação mais apertada da última década, Messi superou os favoritos Iniesta e Xavi na eleição realizada a partir de votos de treinadores, capitães de seleções e jornalistas. A expectativa de todos, inclusive de Messi, era de que o título ficasse com algum dos dois espanhóis, pela conquista da Copa do Mundo. Messi havia fracassado no Mundial, apesar de ter vivido um ano exemplar no Barcelona e ter desequilibrado várias partidas. Graças às suas jogadas, o clube da Catalunha venceu o Espanhol e a Copa do Rei.
Já Iniesta e Xavi, para muitos, têm a trajetória que resume essas últimas conquistas da Espanha. Ambos eram vistos como o coração e pulmão do Barcelona e da seleção campeã do mundo. Mas a votação premiou o craque. "Teria sido bom ver o título com Xavi, pelo que fez e por já estar no final de sua carreira. Mas o prêmio está em ótimas mãos com Messi, que é mesmo um craque", afirmou o técnico português José Mourinho, hoje no Real Madrid e que foi coroado o melhor da temporada no cargo.
O próprio Messi não acreditava. "Eu sou o primeiro a ficar surpreso. Eu e todos descartavam meu nome", admitiu. Os colegas de Messi preferiram reconhecer o companheiro "Messi é o melhor. Mas todos somos ganhadores hoje", afirmou Iniesta.
Entre os votos dos técnicos, o argentino foi o vencedor com 9,7%, seguido por 5,3% de Iniesta. Os capitães de seleções também votaram por Messi. Mano Menezes e Robinho optaram pelo craque alviceleste. Já a imprensa internacional escolheu Sneijder como o melhor do mundo, seguido por Iniesta. Messi, para a imprensa, ficaria apenas em quarto lugar.
Se Messi foi a surpresa, a brasileira Marta completou o quinto ano consecutivo como a melhor jogadora do mundo e voltou a chorar no palco. A marca estabelece um recorde absoluto em relação às conquistas individuais no futebol. Marta ficou com 38% dos votos, contra apenas 15% da alemã Birgit Prinz, que reclamou que a premiação é "injusta".




