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Série B

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Paraná aguarda estudo sobre a viabilidade de trocar com a prefeitura o terreno do Durival Britto pela reconstrução da Vila Olímpica, no Boqueirão

Presidente Rubens Bohlen durante anúncio de mudanças no Paraná, que incluem troca de CT, ações de marketing e negociação por novo estádio | Felipe Rosa/ Tribuna
Presidente Rubens Bohlen durante anúncio de mudanças no Paraná, que incluem troca de CT, ações de marketing e negociação por novo estádio (Foto: Felipe Rosa/ Tribuna)

O sonho de trocar a área da Vila Capanema por um novo estádio no terreno da Vila Olímpica do Boqueirão segue vivo no Paraná. O presidente Rubens Bohlen confirmou, na tarde de ontem, que o clube vai retomar as negociações com a prefeitura de Curitiba para que a transação seja concluída.

"Houve um descompasso em função das eleições. Nós já fizemos a entrega das necessidades, do que o Paraná almeja. Este documento foi entregue ao prefeito Gustavo Fruet. Então, já está formalizado o que o Paraná pretende", afirmou Bohlen.

A prefeitura, por sua vez, confirma a informação revelada pelo mandatário. Segundo a comunicação social da prefeitura, a proposta paranista está sendo analisada por uma equipe técnica que deverá dar uma resposta sobre a viabilidade do negócio dentro de 40 dias.

"Os dois terrenos [Vila Capanema e no Bo­­quei­rão] serão avaliados para saber se a negociação é possível dentro dos limites financeiros da prefeitura. Somente quando essa avaliação for concluída é que poderemos dar continuidade ao processo", informa o município.

A proposta é de que o governo federal, dono do espólio da extinta Rede Ferroviária Federal, proprietária original do terreno de 55,3 mil metros quadrados no bairro Jardim Botânico, doe a área à prefeitura para a construção de um complexo de prédios da administração municipal. Em troca, o Paraná seria indenizado pelo município com a construção de um estádio no terreno da Vila Olímpica do Boqueirão.

"Em termos de negociações, ainda estamos aguardando algumas definições por parte da prefeitura para levar adiante este projeto", conclui Bohlen.

A ideia inicial da prefeitura vislumbra centralizar, no atual terreno onde fica a Vila Capanema, todos os órgãos do Executivo, hoje espalhados em sedes locadas pela cidade. O pólo municipal teria um edifício de dez pavimentos.

Além do terreno do estádio, o projeto aglutinaria onze imóveis ao lado, hoje administrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que seriam cedidos à prefeitura. Estaria contemplada, ainda, a construção de uma nova Câmara de Vereadores, hoje localizada em prédio histórico no centro da cidade. O valor total do Centro Administrativo giraria em torno de R$ 450 milhões.

O presidente Rubens Bohlen realizou o anúncio das negociações com a prefeitura durante a oficialização do CT Barcelos como a nova casa do futebol profissional tricolor, pelos próximos quatro anos — o aluguel da estrutura será bancado pela empresa de cosméticos Racco que, em troca, vai explorar o naming rights do local.

Colaborou: Bruna Bill.

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