
A goleada de 6 a 1 para a Portuguesa, no Canindé, empurrou ainda mais o Paraná para a crise que deixa a equipe na situação vexaminosa de apenas tentar fugir da Série C. O resultado de ontem a pior derrota na competição não só pôs fim a qualquer sonho de voltar à elite, como tornou realidade o risco do rebaixamento. Ainda com 32 pontos, o time caiu para a 13.ª colocação, a 12 do Bahia, quarto colocado, e apenas 4 acima do Brasiliense, primeira equipe da zona de rebaixamento.
No primeiro tempo, o Tricolor foi completamente inexpressivo. Dominado, não criava e, pior, não conseguia barrar os contra-ataques da Portuguesa.
Com tanta facilidade, não demorou para a Lusa abrir o placar. Aos cinco minutos, Malaquias recebeu lançamento preciso de Rai e tocou com categoria por cima de Juninho. Aos 18, após cobrança de falta da esquerda, o zagueiro Domingos dividiu no ar com o goleiro paranista e desviou para fazer o segundo. E aos 29, Héverton impedido aproveitou cruzamento da esquerda e fechou o placar na primeira etapa em 3 a 0.
"Foi um primeiro tempo muito feio. Não só de [falta de] vontade, mas de posicionamento. Deixamos os jogadores deles sozinhos", disse o zagueiro Irineu no intervalo. O técnico Marcelo Oliveira foi ainda mais enfático na crítica. "Foi muita desatenção para pouco jogo. Dois gols em bola parada, que a gente vem treinando tanto... E o segundo foi ridículo", lamentava.
A bronca no vestiário até surtiu efeito no início do segundo tempo. Aos 5 minutos, o Tricolor descontou com Anderson Aquino, que se adiantou à marcação e aproveitou rebote para chutar rasteiro e se tornar o artilheiro do Paraná na Série B, com seis gols. Além do gol, o time também se ajeitou. A marcação passou a funcionar e a troca de passes envolvia a Lusa.
Mas, em mais uma desatenção, o Paraná permitiu um contra-ataque rápido aos 26, quando Marco Antônio recebeu, avançou e marcou o quarto. Mas ainda não era o fim da goleada. Aos 37, Luiz Ricardo se livrou da marcação e chutou para fazer 5 a 1. Faltando três minutos, Fabinho, de cabeça, concluiu e afundou definitivamente o Tricolor na crise.
O diretor de futebol Guto de Melo contou após o jogo que se reunirá hoje com o presidente Aquilino Romani e o vice-presidente Aramis Tissot para discutir a situação de Marcelo Oliveira. A tendência é a saída do treinador.



