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Sub-20

Mundial inicia sem estrelas adolescentes em campo

Em edições anteriores, o Mundial Sub-20 era a chance de ver em ação grandes promessas como o inglês Wal­­cott, o italiano Santon, o alemão Kroos ou o brasileiro Alexan­­dre Pato. Todos te­­riam idade para defender suas seleções no torneio que começa hoje, no Egito. Po­­rém, com as jo­­vens estrelas ganhando espaço cada vez mais cedo, a convocação de muitos foi vetada pelos clubes europeus. O Bra­­sil, por exemplo, teve de substituir o zagueiro Victor Ra­­mos, chamado no dia em que transferiu-se ao Standard Liège, da Bélgica.

Submissos perante a CBF, os clubes nacionais perderam peças importantes. Lutando pelo título nacional, o Inter ce­­deu o meia Giuliano e o Goiás o zagueiro Rafael Tolói, ambos titulares. Na briga pela Libertadores, o Grêmio abriu mão do volante Maylson e o meia Douglas Costa, frequentemente utilizados. No desespero contra a degola, o Sport ficou sem o atacante Ciro. No Vasco, líder da Série B, as baixas foram o volante Souza e o meia Alex Teixeira. O Santos ficou sem Paulo Henrique Ganso.

Poucas vozes se ergueram. Como o volante Sandro também estava na lista, o Colora­­do ficaria sem dois titulares. "Mandamos uma carta à CBF pedindo a liberação de pelo menos um", conta o vice-presidente do clube, Fernan­­do Carvalho. O primeiro, cha­­mado também para a seleção principal, foi liberado. Nos bastidores, funcionou o forte lobby do Corin­­thians para não ficar sem o atacante Dentinho.

Entre os "europeus", Pato, do Milan, chegou a disputar o Mundial de 2007 – no qual o Brasil foi eliminado pela Espanha nas oitavas de final. Além disso, suas constantes passagens pela seleção principal couberam como motivo para não fazer mais parte da sub-20. Também ficaram fora os gêmeos Rafael (lateral-direito) e Fábio (lateral-esquerdo), do Man­­chester United, o zagueiro Bre­­no, do Bayern de Munique, e o vo­­lante Rafael Carioca, do Spartak Moscou – a equipe de 2007 contava com cinco estrangeiros: Marcelo (Real Madrid), Anderson (Manchester), Jô (CSKA), Luiz Adriano (Shakthar Donetsk) e David Marinho (Benfica).

Seleções como Itália, Alema­­nha, Inglaterra e Espanha também viajaram desfalcadas. A he­­xa­­campeã Argentina nem se­­quer se classificou. Fatos que levam a crer em um torneio de nível técnico mais baixo, porém extremamente competitivo.

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