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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (23) que "não consegue imaginar uma Copa do Mundo no Brasil sem São Paulo". "Seria a irracionalidade maior, o Estado mais importante o Estado que tem mais população e o Estado que tem o melhor futebol do Brasil não ter a abertura da Copa do Mundo do Brasil por conta de estádio", afirmou durante entrevista coletiva após encontro com empresários da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), no hotel Transamérica, em São Paulo. "Nem a cidade de São Paulo, nem o Estado de São Paulo podem prescindir de ter a Copa do Mundo".

Lula disse que o período eleitoral não é o ideal para fazer esse tipo de discussão, mas prometeu que após as eleições vai se reunir com o ministro do Esporte, Orlando Silva, e os eleitos ao governo de São Paulo e à Presidência da República para resolver o assunto.

Questionado sobre se tem preferência pelo estádio do Morumbi, do São Paulo, Lula disse que já conversou com o presidente do clube Juvenal Juvêncio, sobre a possibilidade de o estádio ser reformado para se adequar e receber jogos da Copa. Ele ponderou, porém, que a reforma deve estar dentro dos custos que o time pode arcar, de forma a não "se endividar pelo resto da vida". "Acho que vamos chegar a um bom termo", disse Lula.

O presidente eximiu o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, da responsabilidade pelas controvérsias em torno do Morumbi. "Não é o presidente da CBF, o problema é da Fifa. São exigências que eu acho que são algumas corretas e outras exageradas, mas acho que vamos chegar a um bom termo", afirmou. "Não é a CBF que tem força para tomar decisão. É a Fifa mesmo."

O ministro do Esporte criticou o fato de a decisão a respeito do estádio de São Paulo para a Copa estar paralisada. Segundo ele, a decisão diz respeito às autoridades locais que decidiram não discutir o assunto antes das eleições. "É lamentável que isso aconteça mas é uma decisão local", disse, citando apenas o nome do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Orlando Silva afirmou que integrantes da Fifa farão nova visita ao Brasil no início de setembro para examinar a situação de todas as cidades. "Espero que São Paulo se manifeste. Eu praticamente joguei a toalha. Eu não acredito mais que vai haver alguma definição de São Paulo até as eleições e isso é lamentável", disse. Ele isentou o São Paulo dos problemas relacionados à reforma do Morumbi. "Isso é um problema de São Paulo, não tem nada a ver com estádio de futebol."

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