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Tae kwon do

Natália planeja recomeço na Cidade Maravilhosa

 | Roberto Custódio/ Jornal de Londrina
(Foto: Roberto Custódio/ Jornal de Londrina)

2010 foi um ano atípico para Natália Falavigna. Principal lutadora de tae kwon do brasileira, medalha de bronze na Olimpíada de Pequim (2008), a maringaense esteve praticamente toda a temporada afastada dos combates, em virtude de uma cirurgia no joelho direito. E enquanto se recuperava, deixou Londrina e foi morar no Rio de Janeiro, para integrar o Time Rio.

Finalmente refeita, ela quer recomeçar em 2011. Em fevereiro, volta aos tatames no Aberto dos Estados Unidos. Apenas os pri­­meiros socos e chutes que de­­verão culminar, ao final da temporada, na tentativa de conquistar uma medalha de ouro inédita nos Jogos Pan-Ameri­­ca­nos de Guadalajara, no México.

"Foi um ano em função da minha reabilitação. Agora estou pronta e preparada para começar o ano com tudo, voltar a competir, terei um calendário cheio, com processos seletivos para a Olimpíada e com o Pan em outubro. Estou mais tranquila agora e motivada", diz a lutadora, campeã mundial adulto na Espanha, em 2005.

No último Pan, no Rio, a paranaense era uma das favoritas. Acabou ficando com a prata. "Te­­nho várias competições importantes, mas quero buscar o ouro, claro. Como é no final do ano, acredito que vou chegar bem. Um atleta de alto nível tem sempre de buscar o melhor", afirma.

Tamanha disposição vem muito do novo cenário que se descortinou a partir da metade do ano. Natália foi contratada para integrar o projeto Time Rio, bancado pela prefeitura do Rio de Janeiro, que destinou R$ 12 milhões para a preparação de atletas até a Olimpíada de Lon­­dres, em 2012.

Desde então, ela passou a utilizar um moderno centro de treinamento instalado no Parque Aquático Maria Lenk, complexo construído para o Pan-Ame­­ri­­ca­­no da cidade, em 2007. "Foi uma proposta ótima, de viver em um grande centro, com ótima estrutura, de primeiro nível. Alto rendimento é detalhe. Estou muito feliz".

A atleta lamenta ter deixado o Paraná. Mas, não tinha como ser diferente. "Infelizmente, em Lon­­drina existe uma dificuldade grande de valorizar o esporte, principalmente o individual, olímpico. Eu sempre nadei contra a corrente e senti que era o momento de eu sair. O Brasil tem de caminhar para o profissionalismo ou não teremos bons resultados em 2016".

Cria do interior do Paraná, Natália não teve problemas de adaptação no Rio de Janeiro. "Muda bastante, é uma cidade muito maior, mais trânsito, etc. Moro na Barra da Tijuca. Mas es­­tou gostando muito, é uma cidade alegre, com calor o tempo inteiro, praia, voltada para o esporte."

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