Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Brasileiro

Ney Franco prioriza o ataque

Ney Franco perdeu a conta de quantas vezes, em menos de uma semana, já assistiu à partida de estréia do Rubro-Negro no Brasileirão deste ano. É da análise da maior vitória do clube na competição, os 6 a 3 sobre o Figueirense, em Florianópolis, que o técnico tentará resolver um dos principais problemas recentes da equipe: o ataque.

Mesmo que os números apontem o setor ofensivo do Atlético como o quinto melhor da competição – marcou 30 gols em 20 partidas, média de 1,5 por partida –, nos últimos jogos os atacantes da equipe tem saído de campo vaiados. Perdem gols fáceis, jogadas simples, causando a ira do torcedor.

O próprio técnico recebeu como prioridade da diretoria, ao chegar, a missão de arrumar o ataque do time. Mas com o pouco tempo de trabalho o primeiro diagnóstico não ultrapassou o óbvio: o setor caiu de produção depois da venda de Dênis Marques e a lesão do Alex Mineiro.

Enquanto o clube não contrata mais jogadores para o setor, como promete, a segunda análise do comandante – bastante calcada na goleada de estréia – pede mais movimentação aos jogadores de frente.

"Para fazermos mais gols temos de roubar mais bolas. A partir daí, é necessário melhorar a qualidade do passe. Mas se os atacantes não se movimentarem lá na frente para criar espaços, não adianta", diz.

Com a solução na cabeça, o problema é a falta de tempo para colocá-la em prática. Para a partida contra o Inter, amanhã, em Porto Alegre, Ney Franco nem tocou no assunto com os atletas. Fez três treinos táticos e deu ênfase a marcação e aos contra-ataques.

Mesmo admitindo que poderá utilizar em algum momento o seu esquema preferido, o 3–6–1, contra o Colorado gaúcho o técnico fixará Ferreira pela esquerda, mantendo Marcelo mais pelo centro.

São duas as tentativas. Primeiro, dar mais velocidade aos contra-ataques, depois tentar melhorar o rendimento do atacante Marcelo, a quem Ney conhece dos tempos de Flamengo, no fim do ano passado, e admira o futebol.

"Ele veio do México e ficou dois meses com a gente lá (no Flamengo). Mas aqui, pelo que percebi, o problema é o condicionamento físico. Depois do Carioca ele ficou muito tempo parado".

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.