
Quase um anônimo para grande parte da torcida do Coritiba, Paulo Thomaz de Aquino vem ganhando força nos bastidores do Alto da Glória nos últimos dois meses.
Empolgado com o andamento do trabalho de toda a diretoria, e com a volta do ídolo Alex, o novo gestor nem titubeia ao declarar uma ousada aspiração para 2013: "O objetivo do Coritiba é ser campeão brasileiro".
Amigo do presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade, com quem trabalhou por 14 anos em um banco, ele ganhou a responsabilidade de tocar a vice-presidência de futebol do Alviverde após a saída de Ernesto Pedroso. Aos poucos, vai colocando em prática o conhecimento que desenvolveu em décadas de relação apaixonada com o mundo da bola.
"Eu tenho uma dívida de gratidão com o Coritiba e com o Vilson. Não poderia virar as costas quando foi pedido que eu assumisse", argumenta Aquino, diretor de uma empresa de seguros, que contou com o apoio da família e da chefia no trabalho para assumir o cargo.
"Todos os momentos de lazer que eu teria agora são preenchidos pelo clube", admite ele, que se diz apaixonado pelo Coxa desde os oito anos.
Naquela época, a família já brigava pelos interesses do Alviverde. Seu pai, Eli Thomaz de Aquino, era vice-presidente de Evangelino da Costa Neves.
"Cheguei a jogar na base, participei dos conselhos, aprendi a estudar futebol, convivi com muitos treinadores e grandes dirigentes. Eu ia ser o homem do futebol do [João Carlos] Vialle", conta, referindo-se a eleição de 2007 vencida por Jair Cirino por um voto.
A responsabilidade foi adiada por cinco anos, mas, quando a oportunidade surgiu, fez Aquino correr para dar conta do recado. "Liguei para muitos ex-dirigentes antes de assumir só para perguntar o que eles fariam de diferente hoje", conta o ainda jogador do time cinquentinha do Flamengo, de Santa Felicidade.
Aos 52 anos, o esforço do dirigente vem ganhando a confiança da cúpula alviverde. Tanto que vem sendo o representante da diretoria nas reuniões de toda a segunda-feira com a comissão técnica e o superintendente de futebol Felipe Ximenes.
"O presidente Vilson [Ribeiro de Andrade] na maior parte das vezes não participa, está deixando que a gente cuide mais disso. Nós fazemos as reuniões e levamos as necessidades mais mastigadas para ele", conta o vice, sobre a descentralização.
Por enquanto, porém, nada de pensar no futuro e em contratações para a próxima temporada. A hora é de fugir de vez do rebaixamento. "Além disso, temos o compromisso moral de buscar ser campeão do segundo turno", arremata.



