
Do término do Brasileiro do ano passado para o início deste Paranaense, quase nada mudou no time do Coritiba a única novidade é o meia Rafinha, contratado no começo do ano. Mas se os nomes já são conhecidos, em relação ao futebol, quanta diferença. Da equipe lenta e previsível, pouco sobrou.
Mudança que pode ser creditada a dois fatores. O primeiro, a velocidade que o ex-paranista deu ao meio de campo setor que em 2009 se via, muitas vezes, refém dos esporádicos bons lances de Carlinhos e Marcelinho Paraíba. Velocidade que conta também ainda com Renatinho (ou Enrico, outra contratação) e Marcos Aurélio, mais à frente.
Nova característica que, pelo jeito, será a marca do Coritiba versão 2010. Nas coletivas de imprensa, o técnico Ney Franco não cansa de ressaltar que precisa adequar o estilo de jogo e a formação tática ao perfil dos atletas disponíveis. No atual elenco, a rapidez parece mesmo ser o melhor caminho.
"A equipe está tomando forma ainda e está tendo competência de vencer. Vamos ganhando sustentação, ritmo ao longo das partidas. Dessa forma, imaginamos que vamos mostrar um potencial para evoluir. Temos de estar em um nível bom o mais rápido possível", comenta Ney Franco.
É claro que os adversários não são da mesma qualidade que os enfrentados no Nacional. O Serrano pouco exigiu do Alviverde, na vitória por 2 a 0. Já o Rio Branco chegou a ter o domínio da partida em alguns momentos, mas também sucumbiu, derrotado por 4 a 1. Mesmo feita a ressalva, a diferença, para melhor, é visível.
Outro ponto a ser abordado é a contribuição dos "negociáveis". Em virtude dos altos salários todos acima de R$ 60 mil , e considerando a grave crise financeira do clube, a diretoria coxa-branca revelou que, caso aparecessem propostas, poderia se desfazer do goleiro Édson Bastos, dos zagueiros Pereira e Jeci, além do atacante Marcos Aurélio.
No entanto, embora a defesa ainda dê alguns sustos, os quatro mostraram um bom futebol nas duas rodadas. Com destaque para o goleiro, responsável por fechar o gol diante do Leão de Paranaguá. A intenção da diretoria permanecem, porém o quarteto vai ganhando em importância.
"Ele não são inegociáveis. Se forem oferecidas boas propostas, podem sair. Mas nós temos o interesse de preservá-los, evidentemente", afirma Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Conselho Administrativo. No caso de Édson Bastos, com Vanderlei envolvido em negociações, parece certo que ele prossegue.
Para os outros, a continuação do bom momento coritibano pode ser a solução. "O sacrifício financeiro pode ser diminuído com a ajuda do time e do torcedor. Com a boa campanha, o torcedor tem a autoestima elevada, contribui mais com o clube e não precisamos fazer um caixa imediato", diz o dirigente.



