
- Com dois milagres, Édson Bastos segura o Atlético
- Geraldo sai do banco para selar o título
- Zaga supera desconfiança e desabafa
- Ney festeja impulso para o Brasileiro
- Atlético respira fundo e já pensa no Palmeiras
- Leandro critica Lopes por acusá-lo de armação
- Coxa inicia redenção com título de ponta a ponta sobre o rival
- Coritiba acerta o pé e decide clássico aberto
- Vale uma vaga na D
- "Virei mais um coxa-branca"
Horas antes do início do clássico que definiu o campeão paranaense de 2010, a movimentação nas ruas próximas do Estádio Couto Pereira já era grande. Para fugir da agitação que antecede a partida, torcedores de Coritiba e Atlético chegaram mais cedo ao Alto da Glória. Alguns alviverdes aproveitaram o domingo ensolarado para almoçar com a família no restaurante anexo ao estádio. Atleticanos também compareceram com antecedência, mas em menor número. A maior parte dos 3 mil torcedores do time visitante chegou ao Couto uma hora antes do jogo, depois de concentração na Arena da Baixada.
A chegada de rubro-negros e coxas-brancas foi tranquila, sem registro de confusão nos arredores ao Couto Pereira. Com o contingente policial reforçado, torcedores dos dois times diziam sentir-se mais seguros para comparecer à partida decisiva. Para garantir a segurança no clássico, a Polícia Militar montou diversas barreiras em torno do estádio para que apenas moradores e pessoas com ingresso pudessem circular nos arredores. Além do isolamento do perímetro, a operação de segurança contou com mil policiais, um helicóptero, câmeras e bafômetros.
"Desta vez estávamos preparados. Tínhamos 400 homens dentro do estádio e outros 600 nos arredores e em pontos estratégicos nos terminais de ônibus", afirmou o Major Eudes Camilo da Cruz, comandante da operação de segurança.
Fora do estádio, antes do início da partida, o clima realmente era de tranquilidade. "Nem parece clássico. Está tudo tão calmo. Não tem barulho de torcida, aquela agitação característica", disse o atleticano Márcio Luiz Soares na chegada ao Couto, cerca de uma hora antes do jogo.
"A operação de segurança dá mais tranquilidade para trazer a família", avaliou o torcedor alviverde Valmir Betinardi, que levou a esposa e o primo para o estádio.
Os atleticanos Gilson e Ronaldo Nico, pai e filho, frequentam todos os jogos do time na Arena da Baixada, mas esta foi a primeira vez que Gilson levou o garoto a um Atletiba na casa do adversário. "Com o novo esquema de segurança dá até para trazer as crianças ao clássico", confirma Gilson.
"Não sei se realmente precisa de tanto policial assim, mas com certeza dá um sentimento de segurança", disse o torcedor alviverde Márcio Flávio Ferreira, que veio de União da Vitória com o pai especialmente para acompanhar o clássico. Como chegou a Curitiba apenas no dia do jogo, comprou os ingressos pouco antes do início da partida em um dos dois pontos de venda montados pela PM nos arredores do estádio para impedir a entrada de torcedores sem ingresso no perímetro de isolamento.







