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A ascensão do colombiano Ferreira no Atlético é um bom exemplo para se concluir que o nível técnico dos brasileiros em atividade no país é baixo. Não que falte qualidades ao "gringo", pelo contrário. Desde que virou titular, provou ser mais um achado do Furacão. Se movimenta, marca, lança, dribla, conclui a gol – enfim, um jogador completo.

O fato de ele fazer parte de uma legião composta por quase dois times de estrangeiros neste Nacional é o que leva à conclusão. Ao todo são 19 atletas importados na Séria A, a maioria sul-americanos.

O levantamento revela a principal estratégia dos dirigentes para suprir a exportação de nossos craques. O outro motivo da importação – exceção feita aos argentinos do Corinthians – é que são jogadores baratos.

"Aqui, por qualquer um estão querendo R$ 2 milhões. Lá, por R$ 200 mil você tem um jogador igual", analisa Evaristo de Macedo. O consultor técnico Borba Filho concorda: "Nem sempre a necessidade pode ser suprida com jogadores brasileiros, pois os clubes pedem uma exorbitância".

Em média, apenas metade dos atletas de fora que vêm atuar no Brasil vinga ou é aproveitada regularmente. No time de sucesso que tem Tevez, Lugano, Gamarra, Ramírez e Petkovic, Ferreira virou titular nas últimas rodadas, quase na mesma época em que voltou a atuar no Rubro-Negro. Uma história comum à maioria desses jogadores, que chegam desconhecidos da periferia do continente, mas consegue se estabelecer no Brasil. Ferreira foi contratado por empréstimo na metade do ano do América de Cali, mas foi logo deixado de lado por Antônio Lopes. Só iniciou uma partida quando Lopes não teve mais opções, no jogo contra o Cruzeiro (5 a 4). Aí tomou conta da posição sob o comando do técnico.

A indicação do atleta foi feita por Borba Filho, que avisou: "Não há jogador que se movimento como ele no Brasil". Lopes viu o vídeo da partida e teve de concordar.

Com Evaristo, a mesma coisa. Ferreira voltou da seleção colombiana direto para o banco. Mas bastou iniciar um jogo para cair no gosto do comandante. " A adaptação foi difícil. Sabia que o futebol aqui era bastante complicado. Se joga muito no corpo", afirma o meia, que tem outra versão para a enxurrada de estrangeiros no Nacional. "Perceberam que também há jogadores bons fora daqui".

Ele é o próprio reflexo de sua afirmação, e não esconde o contentamento por ter sido contratado em definitivo pelo Furacão. "Aqui no futebol brasileiro tenho mais visibilidade."

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