
Quarto maior fornecedor de medalhas olímpicas ao Brasil, com 14 exemplares, o atletismo estreia nesta sexta-feira (11) na Rio-2016 com chances reduzidas de minimizar a crise no setor.
Em Londres, quatro anos atrás, o esporte ficou zerado no quadro de medalhas pela primeira vez desde Barcelona-1992. A última vez que o país subiu no pódio foi há oito anos, em Pequim, quando Maurren Maggi saltou 7,04 m para conquistar a medalha dourada. Ela se tornou a quarta campeã da história do atletismo olímpico nacional, que também ostenta outros três medalhistas de prata e sete de bronze.
Voltar a ‘medalhar’, contudo, é responsabilidade de poucos nomes. Apenas Fabiana Murer, do salto com vara, está entre as favoritas. A atleta de 35 anos também aparecia como forte candidata ao pódio nas últimas duas Olimpíadas e não concretizou a vantagem teórica.
Vice-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo e chefe da delegação no Rio, Warlindo Carneiro admite que o fator sorte contará nas provas até o dia 21 de agosto.
“Além da nossa competência, também contamos com a sorte para ganhar medalhas. E acredito que vamos associar essas duas coisas. Todos querem o famoso biscoito mais cobiçado do mundo”, diz o dirigente pernambucano.
“Podemos ser campeões do salto com vara no masculino, com o Thiago Braz, e no feminino. Mas também podemos ficar em oitavo.Vamos à luta”, prossegue.
Nas três provas que valem medalha nesta sexta (10.000 m, lançamento de peso femininos e marcha atlética 20 km masculino), o marchador brasiliense Caio Bonfim – sexto no campeonato mundial do ano passado – é quem tem maior possibilidade de conseguir um bom resultado.
Se o tempo estiver quente, suas chances aumentam, cenário que também vale para Erica Sena. A pernambucana radicada no Equador, que também foi sexta colocada no Mundial da China, marcha no dia 19.
Mesma data da última aposta brasileira: a equipe feminina de velocistas do 4x100 m formada por Vanusa dos Santos, Ana Cláudia Lemos, Franciela Krasuki e Rosângela Santos.
“Todos sabem quais são nossos atletas mais pressionados”, lembra Carneiro, que prevê entre dez e 12 brasileiros disputando finais.
Ao todo, são 67 atletas na delegação e apenas uma (Vanessa Chefer, do heptatlo) não conseguiu o índice de classificação. Participará por convite da federação internacional.
Apesar de cumprir a meta de classificações, o dirigente da CBAt admite que houve erros na preparação para a Rio-2016, comprovados pelo baixo desempenho no Pan de Toronto e no Mundial de Pequim, ambos em 2015, e no Mundial de Moscou, em 2013. Foram só dois ouros conquistados no Canadá e nenhuma medalha na China e na Rússia.
“Erramos tentando acertar. Quando os resultados não vêm a culpa é geral. Não só do atleta e do treinador. Mas estamos otimistas para uma boa participação. Isso quer dizer melhorar nossos resultados e chegar no máximo de finais possíveis”.



