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COI pede para que percurso da tocha não seja alvo de protestos no Brasil

Presidente do Comitê Olímpico Internacional confia que símbolo olímpico será respeitado no trajeto que começa nesta terça-feira, em Brasília

Tocha olímpica chega ao Brasil nesta terça-feira. | Foto: Roberto Castro/ME/Brasil2016/ME
Tocha olímpica chega ao Brasil nesta terça-feira. (Foto: Foto: Roberto Castro/ME/Brasil2016/ME)

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, pediu para que o percurso da tocha no Brasil antes dos Jogos Olímpicos Rio-2016 não seja usado por movimentos sociais para a realização de protestos. Em entrevista nesta segunda-feira em Lausanne, no último dia da chama olímpica na Europa - ela embarca nesta noite para o Brasil -, Bach pediu que haja “respeito” pela tocha.

“Existe uma liberdade de opinião e de expressão. Mas estou confiante que os brasileiros irão respeitar a dignidade da chama olímpica”, disse Bach, questionado se temia que protestos pudessem contaminar o percurso da tocha pelo Brasil, a partir desta terça-feira. “Ela é o símbolo da tolerância, da não-discriminação e não tem uma posição política”, disse.

Para Bach, os diferentes grupos protestantes no Brasil devem “respeitar a chama”. O alemão ainda alertou que usar o percurso do símbolo olímpico para protestar seria “contraproducente”. “Os Jogos Olímpicos não deve fazer parte dos protestos”, insistiu.

Ao longo das últimas edições dos Jogos, o percurso da tocha passou a ser alvo de manifestações, principalmente em 2008 quando a viagem da chama foi seguida por críticas contra as violações aos direitos humanos na China.

Na semana passada, o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, garantiu que o governo não pretendia usar o evento nesta terça-feira, quando a presidente Dilma Rousseff, receberá a tocha, “como um ato político”. “Ela não é de um ou outro ator”, afirmou.

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